Sexta-feira, 04.11.11

 

Gênesis 15:18 Deus prometeu a Abrão (Abraão) que seus descendentes, os judeus, receberiam toda a terra desde o Rio do Egito (o Nilo) até o Rio Eufrates.

Josué 1:3-4 O território israelita se estenderá até o rio Eufrates.

Mas o território israelita nunca se estendeu até o Eufrates e é muito duvidoso que (dado as condições político-diplomático da atualidade) ele se estenda até mesmo para o Nilo.

Gênesis 17:3-8 Deus dá todo o país de Canaã para Abraão e seus descendentes, para habitarem-no para sempre. (Veja também: Gênesis 13:15, Êxodo 32:13) Canaã era a terra a oeste do Rio Jordão e o Mar Morto, entre essas águas e o Mediterrâneo, a região mais tarde chamada Palestina. Por um problema histórico, os Judeus não receberam toda Canaã para uma posessão perpétua. Revoltas dos Judeus contra Roma em 132-135 D.C. levaram ao seu dispersamento pelo mundo. Por 18 séculos turcos, persas e árabes ocuparam a Palestina. Os Judeus começaram a retornar em número significativo apenas em 1921, um pouco antes da criação do moderno estado de Israel em 1948.

Veja Atos 7:5 e Hebreus 11:13, que admitem que a promessa ou profecia de Deus, neste caso, falhou.

Salmos 89:3-4 Deus prometeu a Davi que sua linhagem real e seu trono durariam "de geração em geração".

Salmos 89:35-37 Novamente Deus promete que a descendência de Davi será perpétua. Seu trono durará para sempre, como o sol e a lua.

Entretanto, depois de Zedekiah não houve rei Davidiano por 450 anos. A linhagem real foi finalmente restaurada com Aristobolus, da dinastia Hasmoneana, mas ela também acabou. De acordo com uma profecia do Novo Testamento, Jesus receberá o trono de Davi e reinará para sempre (Lucas 1:32-33), mas mesmo assim a linhagem real foi interrompida e a profecia falhou.

Isaías 17:1 A profecia da cidade de Damasco. Ela se tornará "um montão de ruínas". Mas Damasco, a capital da Síria, uma das cidades mais antigas do mundo, prospera hoje em dia. Ela tem sido continuamente habitada desde sua fundação. Nunca foi um montão de ruínas.

Isaías 34:8-10 Uma profecia que a terra de Edom (que fica entre o Mar Morto e o Golfo de Ácaba) se tornará "pez ardente". "As suas torrentes se converterão em pez, o pó do seu chão, em enxofre; a sua terra ficará reduzida a pez ardente, que não se apagará noite e dia; a sua fumaça subirá para sempre; de geração em geração subsistirá a ruína; pelos séculos dos séculos não haverá que passe por ela". Mas isso nunca aconteceu e pessoas continuam passando através de Edom até os dias de hoje.

Jeremias 9:11 Uma profecia que Jerusalém e as cidades de Judá se tornarão um monte de pedras, uma morada de chacais, desoladas, sem habitantes. Nem Jerusalém nem Judá alguma vez estiveram desoladas e sem habitantes em algum período (nem durante a dispersão dos Judeus) e o Novo Testamento prediz que Jerusalém será uma cidade eterna.

Jeremias 42:17 Todos os Judeus que retornarem para viver no Egito, lá morrerão pela espada, pela fome e pela peste. Ninguém sobreviverá. Mas muitos Judeus viveram no Egito pacificamente. Muitos vivem lá até hoje. Inclusive em Alexandria os Judeus estabeleceram um grande centro cultural no primeiro século D.C..

Jeremias 49:33 Hazor, uma antiga cidade de Israel, se tornará um abrigo de chacais (ou dragões). Um deserto para sempre. Ninguém viverá mais ali, homem algum habitará nela. Mas as pessoas jamais pararam de viver na cidade de Hazor, e continuam a viver lá até hoje.

Jeremias 51:24-26; 28-31; 40; 53-55; 58 Realces de uma longa profecia sobre o violento desaparecimento da Babilônia e todos os habitantes da Babilônia ou Caldéia. Muitos inimigos a atacarão: os muros da Babilônia serão derrubados, suas portas serão abrasadas pelo fogo: ela será um monte de chamas, uma desolação perpétua.

Isaías 14:23 Outra profecia da destruição da Babilônia. Ela se tornará morada de ouriços e um pântano. Será varrida com a vassoura do extermínio. Apologistas clamam que a pretensa realização desta profecia prova a veracidade literal da Bíblia. Entretanto a história mostra que a permanente e violenta destruição da Babilônia nunca ocorreu. O contexto da destruição profetizada indica que isto seria uma punição pelo domínio babilônico sobre os Israelitas, de 586 a 538 A.C.. Mas quando Babilônia finalmente morreu, foi pacificamente, não por um processo violento, no segundo século D.C., quando seus últimos habitantes a abandonaram, muito tempo depois que os cidadãos ainda poderiam ser considerados responsáveis pelo antigo tratamento que Babilônia deu à Israel.

Muitos inimigos marcharam contra Babilônia durante sua história, e de tempos em tempos um inimigo capturaria, ocuparia ou causaria algum dano, como ocorreu com a maioria das outras grandes cidades do período. Mas nunca houve um holocausto com danos permanentes. Em 538 A.C., por exemplo, os Persas conquistaram Babilônia. A cidade mais tarde se revoltou, então os Persas capturaram-na novamente, destruindo os muros da cidade no processo. Mas os muros foram reconstruídos e a cidade sofreu pouco dano. Em 330 A.C. Alexandre O Grande capturou Babilônia. A maioria dos seus habitantes se mudaram para a nova cidade de Selucia. Doravante, Judeus habitaram a cidade até o segundo século D.C., quando ela foi pacificamente abandonada. Babilônia é até mencionada no Novo Testamento (I Pedro 1:1; 5:13)

Ezequiel 26:3-4; 7-12; 27:32; 36; 28:19 A profecia da queda de Tiro. Rei Nabucodonosor da Babilônia virá com um exército, destruirá as muralhas e as torres, calcará todas as ruas com as patas de seus cavalos, matará todo o povo e lançará ao mar os escombros. Tiro terá um fim terrível e "nunca mais voltará a existir, para sempre". Apesar da profecia, e a despeito de muito esforço, Babilônia falhou em capturar e destruir Tiro. (A Bíblia admite, de fato, que o esforço falhou - então Deus deu o Egito para Nabucodonosor como compensação! Veja Ezequiel 29:18-19).

A conquista de Tiro foi um feito reservado para Alexandre O Grande, 240 anos depois. Novamente, apesar de toda profecia, Tiro foi reconstruída e o Novo Testamento até a menciona (Veja Lucas 10:13; Marcos 7:24, 31). Hoje em dia, Tiro (Sur) tem mais de 10.000 habitantes.

Ezequiel 29:9-12 Egito será uma desolação e uma ruína e nenhum homem ou animal passará por ele. Ficará desabitado por quarenta anos. Os egípcios serão dispersados entre as nações. Nada disto ocorreu e a história mostra que o Egito têm sido continuamente habitado desde os dias da profecia.

Ezequiel 29:15 Egito será diminuído e nunca mais dominará outras nações. Entretanto em 1820 o Egito conquistou e dominou o Sudão. E desde a década de 60 têm sido uma potência econômico-militar naquela região.

Ezequiel 30:4-16, 22-26 Rei Nabucodonosor destruirá as multidões do Egito. Etiópia, Líbia e "populações mistas", cairão com eles à espada. Os rios se tornarão secos, os egípcios serão espalhados por entre os povos e dispersados por entre as nações. Nunca mais haverá príncipe no Egito. Historicamente isto nunca ocorreu. Egípcios ainda vivem no Egito (a República Árabe do Egito): eles nunca foram espalhados ou dispersados. Nabucodonosor nunca destruiu o Egito ou conquistou a Etiópia, Libia ou Lídia. Príncipes continuaram a governar o Egito muito tempo depois da morte de Nabucodonosor. Os rios do Egito jamais secaram.

Miquéias 7:13 Sofonias 1:2-3, 18 Deus destruirá tudo sobre a Terra. Homens e gado, aves do céu e os peixes do mar. Toda a Terra será devorada, por causa dos atos perversos de seus habitantes. Naturalmente isto nunca ocorreu. E sob a luz das promessas do Novo Testamento, jamais ocorrerá!

Isaías 52:1 Uma profecia que os "não-circuncidados e impuros" não mais entrariam na cidade de Jerusalém. A despeito desta profecia, os não-circuncidados e impuros viajam para Jerusalém nos

 



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Quarta-feira, 06.07.11

O sacrifício de Jesus na Cruz - embora tendo sido olhado e considerado dum ponto de vista diferente do real - constituiu verdadeiramente uma “salvação” para muitos espíritos que, por meio dele, e impressionados com ele, conseguiram destacar-se do Anti-Sistema e passar a viver no ambiente sintônico do Sistema. Milhões foram os espíritos que, no decorrer destes últimos dois mil anos, se “saltaram”. Justifica-se, pois o título de SALVADOR (sôtêr) atribuído a Jesus desde os primórdios, apesar de essa palavra não ter o sentido que a teologia lhe empresta.

De fato, o pensamento teológico é que a imolação de Jesus teve o efeito de apagar ou “redimir os pecados”, por própria força intrínseca, em vista da grandeza de Seu Espírito divino, ou melhor, em vista de ser o próprio Deus que “morreu” (!).

Em decorrência disso, teve que fatalmente ser abandonado e combatido o fato da reencarnação, conhecido e comprovado desde a antiguidade, pois se um espírito foi “redimido” e está “salvo”, não poderia mais voltar à condição antiga de sua capacidade de errar ou “pecar.

Então, uma interpretação unilateral de um fato, obriga esse intérprete a negar outro fato real. A dedução empírica e cerebrina, que constrói uma teoria improvada (e negada pela prática), tenta destruir um acontecimento comprovado pela maioria.

Esqueceram-se, todavia, de importante pormenor: se o sacrifício de Jesus foi de efeito tão forte e irresistível que “redimiu os pecados da humanidade”, como explicar que os homens continuaram – salvo raríssimas exceções - a cometer seus “pecados”, obtendo absolvição e voltando de novo aos pecados?

Ao observar a história da humanidade, verificamos uma mudança fundamental na direção de sua caminhada, mas não descobrimos, absolutamente, uma diminuição dos desvios da rota, nem de erros, nem de crimes, coisa que seria de esperar de tão grande e infinito impacto.

A razão disso é que Jesus de fato SALVOU, como disseram os primeiros discípulos, mas não com a remissão dos pecados (tradução tradicional mas imprópria e até falsa) e sim com o DESATAR DOS ERROS (aphesis tôn hamartíôn, vol. 6), que exprime precisamente o que estamos dizendo: desatou os laços que prendiam os homens aos erros do Anti-Sistema, isto é, à ilusão da personagem.

Nesse sentido, realmente SALVOU (sôzein) a humanidade, pois com sua força vibratória incomensurável, porque crística interrompeu a caminhada do Espírito que descia cada vez mais para a personagem, e fê-la dar uma volta de 180º, mudando o rumo errado em que caminhava, para levá-la a prosseguir seus passos na direção do Espírito, para o Sistema, para a Individualidade.

Observemos e estudemos com atenção, e verificaremos que milhões de pessoas, depois de Jesus, aprenderam a renunciar “ao mundo, às suas pompas e às suas obras” - ou seja, desdenharam as honras, as glórias, a fama e a grandeza da personagem, para buscar dentro de si a felicidade espiritual, o encontro com o Cristo interno, servindo-se, em muitos casos, do magnífico e insuperável símbolo da recepção da hóstia consagrada, com a qual “entrava” no coração o Cristo, ainda vindo “de fora”.

Mas, com o tempo, Ele passou a “morar” dentro do coração permanentemente.

Então, Jesus SALVOU a humanidade, por mostrar-lhe a direção certa de sua caminhada e “desatá-la dos erros” da personagem (da ilusão do mundo transitório ), e não por tê-la “redimido do pecado”, coisa que em absoluto foi atingida até hoje.

Com essa interpretação lógica e acorde com o texto, verificamos que tudo se coloca em seus lugares e passa a ser indispensável o fato da reencarnação.

Pois não basta reconhecer o caminho certo e voltar-se na direção correta: é necessário palmilhar essa estrada, pois em Sua vida o próprio Jesus a percorreu, dando-nos o exemplo vivo. E essa jornada é muito longa, não sendo conseguida em uma só vida, de modo algum: é estrada cheia de percalços, embora a meta seja nítida, clara e inconfundível no fim da viagem.

Naquela ocasião, não havia mais tempo de muitas explicações, porque se aproximava a hora da ação, e o Anti-Sistema cumpriria a tarefa que lhe competia.

E embora nada tivesse com Jesus, que descera voluntariamente ao Anti-Sistema, mas a ele não pertencia mais, no entanto ainda agia com eficiência sobre a humanidade toda, e portanto devia atingir Jesus em Sua humanidade. E isso para que todos nós pudéssemos ver, saber e compreender, que o Espírito ama o Pai e faz como Ele manda, mas a personagem precisa receber os impactos dolorosos que nos impulsionam na subida evolutiva.

A hora, a partir daí, é de AÇÃO: “Levantai-vos, vamo-nos daqui”, enfrentemos as forças adversárias que se erguem, e cumpramos as determinações superiores com inquebrantável coragem, a fim de superarmos e vencermos os impactos do mundo



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Quarta-feira, 09.03.11

SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito: 2.1. A Origem da Idéia de Deus; 2.2. Etimologia; 2.3. Significado de Deus. 3. Deus e a Divindade: Monoteísmo e Politeísmo.4. A Revelação de Deus. 5. Provas da Existência de Deus. 6. Deus da Fé e Deus da Razão. 7. Atributos da Divindade. 8. Imagem de Deus. 9. Conclusão. 10. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

 

O objetivo deste estudo é buscar uma compreensão mais abrangente da idéia de Deus. Embora seja difícil não só definir Deus como também provar a sua existência, temos condições de senti-Lo e de intui-Lo em nossa mente e em nossos corações. É o que faremos neste ensaio sintético.

2. CONCEITO DE DEUS

 

2.1. A ORIGEM DA IDÉIA DE DEUS

 

A origem da idéia de Deus pode ser concebida:

  1. Através da antiga doutrina cristã, que afirma que Deus se revelou aos antepassados do povo de Israel por meio das comunicações pessoais que lhes deram uma noção verdadeira, porém incompleta do Deus único, infinito e eterno; depois, no decurso de sua história, foi o povo alcançando gradualmente uma idéia mais adequada e estável acerca da natureza e dos atributos de Deus;
  2. Como resultado de um desenvolvimento puramente natural. Enquanto o homem se manteve no nível meramente animal não houve nele a idéia de Deus, se bem que existisse uma tendência para a religião. As suas necessidades e aspirações não encontravam satisfação no Mundo ambiente; conheceu as dificuldades e a dor. Em tais circunstâncias, surgiram no seu espírito "por necessidade psicológica" a idéia de encontrar auxílio que de algures lhe viesse, bem como a de algum poder ou poderes capazes de lho ministrar. Uma vez introduzida a idéia de Deus, observa-se a tendência para a multiplicação dos deuses ( e daí o politeísmo). Com o alargamento da família para a nação, a esfera de deus também ia se ampliando, e as vitórias sobre outras nações, assim como um mais largo entendimento no que concerne ao Mundo, teriam produzido enfim a idéia de um deus único além do quais todos os outros deuses seriam somente pretensos deuses, sem existência real. (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

2.2. ETIMOLOGIA

 

Deus é um dos conceitos mais antigos e fecundos do patrimônio cultural da humanidade. Deriva do indo-europeu deiwos (resplandecente, luminoso), que designava originariamente os celestes (Sol, Lua, estrelas etc.) por oposição aos humanos, terrestre por natureza. Psicologicamente corresponde ao objeto supremo da experiência religiosa, no qual se concentram todos os caracteres do numinoso ou sagrado. (Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado).

2.3. SIGNIFICADO DE DEUS

 

Tomou esta palavra a significação de princípio de explicação de todas as coisas, da entidade superior, imanente ou transcendente ao mundo (cosmos), ou princípio ou fim, ou princípio e fim, ser simplicíssimo, potentíssimo, único ou não, pessoal ou impessoal, consciente ou inconsciente, fonte e origem de tudo, venerado, adorado, respeitado, amado nas religiões e nas diversas ciências. Deste modo, em toda a parte onde está o homem, em seu pensamento e em suas especulações, a idéia de Deus aflora e exige explicações. É objeto de fé ou de razão, de temor ou de amor, mas para ele se dirigem as atenções humanas, não só para afirmar a sua existência, como para negá-la. (Santos, 1965)

Para o Espiritismo, Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.

3. DEUS E A DIVINDADE: MONOTEÍSMO E POLITEÍSMO

 

Os termos monoteísmo e politeísmo surgem no processo de identificação ou de distinção entre Deus e a divindade.

No politeísmo há uma hierarquia de deuses, de modo que não há uma identidade entre Deus e Divindade. A não observância dessa distinção acaba por confundir muitas mentes. Platão, Aristóteles e Bergson, por exemplo, são qualificados como monoteístas, quando na realidade não o são. No Timeu de Platão, o Demiurgo delega a outros deuses, criados por ele próprio, parte de suas funções criadoras; o Motor de Aristóteles, pressupõe a existência de outros motores menores. Em outros termos, a substância divina é participada por muitas divindades. Convém, assim, não confundir a unidade de Deus com um reconhecimento da unicidade de Deus. A unidade pressupõe a multiplicidade. Quer dizer, Deus sendo uno, ele pode multiplicar-se em vários deuses, formando uma hierarquia. Mas justamente por isso não é único: a unidade não elimina a multiplicidade, mas a recolhe em si mesma. Obviamente a multiplicidade de deuses em que se multiplica e se expande a divindade, não exclui a hierarquia e a função preemintente de um deles (o Demiurgo de Platão, o Primeiro Motor de Aristóteles, o Bem de Plotino); mas o reconhecimento de uma hierarquia e de um chefe da hierarquia não significa absolutamente a coincidência de Divindade e Deus e não é, portanto, monoteísmo.

O monoteísmo é caracterizado não pela presença de uma hierarquia, mas pelo reconhecimento de que a divindade é possuída só por Deus e que Deus e divindade coincidem. Nas discussões Trinitárias da Idade Patrística e da Escolástica, a identidade de Deus e da divindade foi o critério dirimente para reconhecer e combater aquelas interpretações que se inclinavam para o Triteísmo. Certamente, a Trindade é apresentada constantemente como um mistério que a razão mal pode roçar. Mas o que importa relevar é que a unidade divina só é considerada abalada quando, com a distinção entre Deus e a divindade, se admite, implícita ou explicitamente, a participação da mesma divindade por dois ou mais seres individualmente distintos. (Abbagnano, 1970)

Para o Espiritismo, Deus é o Criador do Universo. Portanto, admite a tese monoteísta. Contudo, os Espíritos por Ele criado, conforme o grau de evolução alcançado, podem ser classificados como Espíritos Co-Criadores em plano maior e Espíritos Co-Criadores em plano menor. De acordo com o Espírito André Luiz, em Evolução em Dois Mundos, os Espíritos Co-Criadores em plano maior "tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes e obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de Toda a Eternidade"..."Em análogo alicerce, as Inteligências humanas que ombreiam conosco utilizam o mesmo fluido cósmico, em permanente circulação no Universo, para a Co-Criação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a Humanidade Encarnada e a Humanidade Desencarnada". (Xavier, 1977, p.20 a 23).

4. A REVELAÇÃO DE DEUS

 

A revelação de Deus aos homens pode ocorrer de três modos:

1.º) a que atribui à iniciativa do homem e ao uso das capacidades naturais de que dispõe, o conhecimento que o homem tem de Deus;

2.º) a que atribui à iniciativa de Deus e à sua revelação o conhecimento que o homem tem de Deus;

3.º) a que atribui à mescla das duas anteriores: a revelação não faz senão por concluir e levar à plenitude o esforço natural do homem de conhecer a Deus.

Desses três pontos de vista, o primeiro é o mais estritamente filosófico, os outros dois são predominantemente religiosos. O segundo ponto de vista pode ser visto em Pascal, quando afirma que "É o coração que sente a Deus, não a razão". O terceiro ponto de vista foi encarnado pela Patrística, que considerou a revelação cristã como complemento da filosofia grega. (Abbagnano, 1970)

De acordo com o Espiritismo, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo sua elaboração fruto do trabalho do homem. E como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental: formula hipóteses, testa-as e tira conclusões. (Kardec, 1975, p. 19 e 20)

5. PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

 

A prova da existência pode ser encontrada no axioma que aplicamos à ciência: não há efeito sem causa. Se o efeito é inteligente, a causa também o é. Diante deste fato, surge a questão: sendo o homem finito, pode ele perscrutar o infinito? Santo Tomas de Aquino dá-nos uma explicação, que é aceita com muita propriedade. A desproporcionalidade entre causa e efeito não tira o mérito da causa. Se só percebemos parte de uma causa, nem por isso ela deixa de ser verdadeira. Allan Kardec, nas perguntas 4 a9 de O Livro dos Espíritos, diz-nos que para crer em Deus é suficiente lançar os olhos às obras da Criação. O Universo existe; ele tem, portanto, uma causa. Duvidar da existência de Deus seria negar que todo o efeito tem uma causa, e avançar que o nada pode fazer alguma coisa. A harmonia que regula as forças do Universo revela combinações e fins determinados, e por isso mesmo um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso seria uma falta de senso, porque o acaso é cego e não pode produzir efeitos inteligentes. Um acaso inteligente já não seria acaso.

6. DEUS DA FÉ E DEUS DA RAZÃO

 

Descartes, no âmago da sua lucubração racionalista, descobre Deus através da razão. Pascal, por outro lado, fala-nos que só podemos conhecer Deus através da Fé. A dicotomia entre fé e razão sempre existiu ao longo do processo histórico. Aceitar Deus pela razão é um atitude eminentemente filosófica; enquanto aceitar Deus pela fé é uma atitude preponderantemente religiosa.

De acordo com o Espiritismo, a fé é inata no ser humano, ou seja, ela é um sentimento natural, que precisa, contudo, ser raciocinado. Não adianta apenas crer; é preciso saber porque se crê. É nesse sentido que Allan Kardec elaborou a codificação. Observe que junto ao título de O Evangelho Segundo o Espiritismo, o Codificador colocou uma frase lapidar: "Não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade". Quer dizer, nunca aceitar nada sem o crivo da razão.

7. ATRIBUTOS DA DIVINDADE

 

Allan Kardec, nas perguntas 10 a13 de O Livro dos Espíritos, explica-nos que se ainda não compreendemos a natureza íntima de Deus, é porque nos falta um sentido. Esclarece-nos, contudo, que Deus deve ter todas as perfeições em grau supremo, pois se tivesse uma de menos, ou que não fosse de grau infinito, não seria superior a tudo, e por conseguinte não seria Deus. Assim:

DEUS É ETERNO. Se Ele tivesse tido um começo, teria saído do nada, ou, então, teria sido criado por um ser anterior. É assim que, pouco a pouco, remontamos ao infinito e à eternidade.

É IMUTÁVEL. Se Ele estivesse sujeito a mudanças as leis que regem o Universo não teriam nenhuma estabilidade.

É IMATERIAL. Quer dizer, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria, pois de outra forma Ele não seria imutável, estando sujeito às transformações da matéria.

É ÚNICO. Se houvesse muitos Deuses, não haveria unidade de vistas nem de poder na organização da matéria.

É TODO-PODEROSO. Porque é único. Se não tivesse o poder-soberano, haveria alguma coisa mais poderosa ou tão poderosa quanto Ele, que assim não teria feito todas as coisas. E aquelas que ele não tivesse feito seriam obra de um outro Deus.

É SOBERANAMENTE JUSTO E BOM. A sabedoria providencial das leis divinas se revela nos menores como nas maiores coisas, e esta sabedoria não nos permite duvidar da sua justiça nem da sua bondade.

8. IMAGEM DE DEUS

 

Imaginar Deus como um velhinho de barbas brancas, sentado em um trono, é tomá-Lo como um Deus antropomórfico. Damo-Lhe a extensão de nossa visão. Quer dizer, quanto mais primitivos formos, mais associamo- Lo às coisas palpáveis, como trovão, tempestade, bosque etc. À medida que progredimos no campo da espiritualidade, damo-Lhe a conotação de energia, de criação, de infinito, de coisa indefinível etc. O homem cria Deus à sua imagem e semelhança. Não se trata de criar Deus, mas sim uma imagem de Deus à nossa imagem e semelhança. Observe que a imagem oriental é uma imagem de aniquilação. No Espiritismo, devemos lembrar sempre que Deus não tem forma, pois difere de tudo o que é material. Devemos, sim, intuí-Lo, simplesmente, como a causa primária de todas as coisas.

9. CONCLUSÃO

 

Lembremo-nos de que encontramos Deus em nossa experiência mais íntima. Quer sejamos crentes ou ateus - estamos sempre procurando transcender-nos rumo a metas cada vez mais novas e nunca completamente realizáveis. Nesse sentido, a experiência superficial é alienante. Somente num constante esforço de aprofundamento de tudo o que nos rodeia é que podemos alcançar a riqueza da vida. Desse modo, convém sempre nos dirigirmos a Deus alicerçados na humildade e simplicidade de coração, com o bom ânimo de atender primeiramente à Sua vontade e não à nossa.

10. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

 

                       ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo, Mestre Jou, 1970.

                       Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa/Rio de Janeiro, Editorial Enciclopédia, s.d. p.

                       KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.

                       KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995.

                       Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado.

                       SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed., São Paulo, Matese, 1965.

                       XAVIER, F. C. e VIEIRA, W. Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, 4. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1977.

 



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Segunda-feira, 10.01.11

 

Temos hoje na Internet vários sites que buscam combater o Espiritismo.

Não é de se espantar, pois que a maioria de nós ainda não coloca em pratica os ensinamentos de Jesus. Se formos pesquisar no Novo Testamento não encontraremos em lugar algum Jesus condenando a quem quer que seja, até mesmo uma prostituta, execrada naquele tempo, não recebeu dele qualquer tipo de censura. Não o vemos também combater a qualquer filosofia religiosa. O que procurava condenar e com muita veemência era a hipocrisia dos fariseus. Mandou-nos amar até mesmo os nossos inimigos.

Diz que só devemos fazer aos outros os que queremos que os outros nos façam, ficando, portanto, claro que ele era um homem que só pregava o amor e a paz entre os homens. Então, porquês alguns ainda insistem em querer condenar a religião dos outros?

O direito de cada um ter sua crença religiosa está convencionado na Constituição Brasileira, consagrando ao indivíduo plena liberdade de culto e expressão religiosa. Mas não obstante isso tudo ainda temos os “donos da verdade” que de Bíblia em punho vivem a espalhar o sectarismo e o ódio entre os homens. Deveriam isto sim, buscar seguir pelo menos um dos ensinamentos de Jesus, citado por Mateus 10, 24: “O discípulo não está acima do mestre nem o escravo acima do patrão”.

   O mais interessante nisso tudo é que querem de qualquer forma fazer com que os outros pensem como eles, esquecendo-se de seguir o que consta em sua própria Bíblia, na recomendação de Paulo em sua Carta aos Romanos, capítulo 14, versículo 22: “A convicção, que tens, guarda para ti mesmo diante de Deus”.

   Vamos agora ver o que colocaram no site www.cicero.com.br a respeito da sessão mediúnica narrada em 1 Samuel 28, 7-20, que destacamos em itálico nos parágrafos seguintes em que faremos nossos comentários.

 

Título: Comentando I Samuel 28

O que diz o espiritismo?

Vários espíritas afirmam que o texto de I Samuel 28 relata uma sessão mediúnica genuína, onde o Rei Saul consulta o falecido profeta Samuel através da médium de En-Dor.

 

É realmente uma sessão mediúnica, muito embora não é a do tipo que fazemos, pois não evocamos os espíritos para coisas tão frívolas como é o caso aqui narrado. Para as pessoas que não entendem nada de mediunidade e principalmente para os fanáticos religiosos, não ter isso como uma manifestação espiritual é fácil entendermos, pois a falta de conhecimento ou o próprio fanatismo os deixam cegos; os fanáticos então, só enxergam o que querem, não adianta qualquer dialogo com eles, nada os farão compreender o que estamos querendo dizer.

E se entendessem um pouquinho mais da Bíblia iriam ver que quando faziam uma consulta a Deus era de uma maneira tão ridícula que nem mesmo nós fazemos, como iremos provar um pouco mais à frente.

 

 O que diz o Cristianismo?

A situação de Saul:

No versículo 6, Saul busca a orientação de Deus, pois os Filisteus estavam prestes a invadir Israel. Contudo, Deus não respondeu a Saul porque ele tinha se desviado do Seu caminho e conseqüentemente perdido a Sua graça (I Samuel 15:19 e 23).

 

   Vamos colocar o versículo 6, para sabermos quais eram os meios utilizados por Saul para consultar a Deus: “Consultou Saul o Senhor, porém este não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas”.

   Assim percebemos que as consultas foram realizadas por sonhos, urim e por profetas, estes são os que manejavam as sortes sagradas, que nada mais eram que dois dados coloridos urim e tumim, conforme veremos adiante. Devemos ressaltar que o fato principal não é tocado, ou seja, por qual motivo Saul queria consultar a Deus. Era porque os Filisteus estavam prestes a invadir Israel e Saul queria saber o que lhe aconteceria. Consultas como essas não fazemos a nenhum espírito. Muito embora saibamos que outras correntes religiosas as praticam, mas de qualquer forma é problema deles com Deus, não temos nada a ver com isso.

Para entendermos o que se diz de Saul ter desviado do caminho, teremos que recorrer ao Cap. 15, versículos 2-3, onde segundo o relato bíblico Deus diz a Saul: “Assim fala o Senhor Todo-poderoso: Tenho observado o que Amalec fez a Israel, pois lhe barrou o caminho, ao sair do Egito. Portanto põe-te em marcha e massacra Amalec! Vota ao extermínio tudo o que lhe pertence, sem poupá-lo. Matarás tanto homens como mulheres, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos”. Mas, ao invés de cumprir rigorosamente esta “ordem divina”, Saul fez o seguinte, conforme narrado nos versículos 8-9: Prendeu vivo a Agag, rei de Amalec, e votou ao extermínio todo o povo, passando-o ao fio de espada. Entretanto Saul e a tropa pouparam a Agag e as melhores reses do gado miúdo e vacum, as reses gordas e os cabritos, em uma palavra, tudo quanto era de valor, e não quiseram votá-lo ao extermínio; só o gado sem valor e o refugo o submeteram ao extermínio”. Nos versículos 10-11, é relatado a indignação divina: “Estou arrependido de ter feito rei a Saul, porque se afastou de mim e não cumpriu minhas ordens”.

   A que ponto chega a ignorância humana, admitir que Deus tenha mandado matar além dos soldados, as mulheres, os meninos e crianças de peito até mesmo os animais. Se esqueceram que um dos dez mandamentos é justamente Não Matarás. Mais ainda, por que matar os inocentes, como as mulheres, crianças e animais? A atitude divina é vingativa, pois manda matar a um povo (Amalec) só porque ele tinha barrado o caminho do povo hebreu quando estava saindo do Egito. Onde fica, então, o “perdoar setenta vezes sete”? Mais ainda, Deus se arrependendo de algo que tenha feito? Apesar de constar da Bíblia, é absurdo em cima de absurdo, sendo apenas real para os que ainda não compreenderam o que é Deus. Se o cristianismo diz assim, nós os espíritas não. Sabemos ser Deus infinito em todos os seus atributos: é imutável, é imaterial, é único, é todo-poderoso é soberanamente justo e bom.

 

Qual deveria ser a atitude de Saul:

Nesse caso, a própria Bíblia nos orienta como agir. Arrepender-se (Atos 8:22), pedir perdão (I João 1:9) e esperar com paciência a bênção de Deus (Salmos 40:1).

 

   Sendo essas as formas de Saul agir, poderemos afirmar que lhe seria impossível seguir tais orientações, porque elas foram escritas muito depois desse episódio. Arrepender-se ou pedir perdão a Deus por não ter matado a Agag e o gado de valor? É isso que querem como atitude de Saul? Não compreendem que é inconcebível esta afirmativa.

  

Qual foi a atitude de Saul:

Saul não recebendo a resposta de Deus, buscou uma alternativa para a sua aflição. A sua atitude foi de procurar uma médium para se aconselhar com o falecido profeta Samuel. Vamos mostrar que a própria Bíblia afirma que esse acontecimento mediúnico se tratava de uma farsa.

 

   Saul, preocupado com a situação em que se encontrava diante do exército dos filisteus, queria a qualquer custo saber o que lhe aconteceria naquela guerra. Antes de ir consultar a pitonisa de En-dor, fez o que era costume da época: consultou ao Senhor. Mas, o que não se preocupam em ressaltar é como eram feitas estas consultas. Já falamos anteriormente (versículo 6), como eram feitas tais consultas. Vamos recorrer ao dicionário Bíblico Universal, lá encontramos as palavras urim e tumim, cujo significado é: Palavras de sentido incerto: designam uma técnica divinatória que consiste em tirar a sorte várias vezes, usando duas pedrinhas ou bastõezinhos ou algum objeto semelhante. Um dos objetos trazia a primeira letra do alfabeto, o alef, inicial de urim, e o outro a última letra, o tau (cf. Ez 9,4), inicial de tumim? Pode-se imaginar isso. O modo como funcionava aparece em 1 Sm 13, 41-42, corrigido segundo o grego: “Saul disse: ‘Se a culpa está em mim... o Senhor... faça dar urim; se a culpa está em Israel, que dê tumim!’ Saul... foi designado. Saul disse: ‘Lançai a sorte sobre mim e meu filho Jônatas!’, e a sorte caiu em Jônatas”. Trata-se portanto de uma resposta por sim ou não, que vai progredindo por precisões sucessivas (cf. 1 Sm 23, 9-12) A operação poderia durar muito tempo (1 Sm 14, 18-19, corrigido segundo o grego). Acontecia às vezes que o oráculo se recusava a responder (1 Sm 14, 37, 28, 6). Sem dúvida, quando não saía nada ou quando os dois resultados saíam ao mesmo tempo. A manipulação das sortes era confiada ao sacerdote Eleazar (Nm 27, 21) ou à tribo de Levi (Dt 33, 8). Depois do reinado de Davi só se encontra uma menção (Esd 2, 63 = Ne 7, 65). Para que fique mais claro ainda, retiramos da nota de rodapé constante do Eclesiastes 45, 10 o seguinte: O peitoral do julgamento era uma espécie de bolsa onde se guardavam os reveladores da verdade (urim e tumim), espécie de dados coloridos, pelos quais o sacerdote dava as respostas oraculares aos fiéis, em nome de Deus”.

É essa enfim, a maneira pela qual consultavam a Deus, jogando dados coloridos, está mais para um cara ou coroa, não é mesmo? Assim, através da sorte é que Deus lhes respondia as consultas. Se a consulta a Deus era deste modo por que então não poderiam consultar a um morto? Quem sabe se a resposta não seria diferente da que foi obtida por pura sorte?

   Quanto ao fato de afirmarem ser uma manifestação mediúnica falsa, vamos ver adiante os argumentos que dizem constar da Bíblia.

 

A médium afirma ver um vulto subindo da terra I Samuel 28:13

Tudo que vem de Deus, vem de cima Tiago 1:17, Gênesis 17:22, João 6:41, Atos 10:44, Atos 1:15, Efésios 4:9-10.

O que vem de baixo, não vem de Deus Isaías 29:4, Apocalipse 13:11.

 

   Normalmente afirmam que não podemos mudar nada da Bíblia, entretanto não é o que fazem, pois o termo médium, como Espírita e Espiritismo, foi criado por Allan Kardec, quando ele lança, em 18 de abril de 1.857, o Livro dos Espíritos. Desta forma nunca poderia tal termo constar da Bíblia, escrita a mais de 1.700 anos antes desse livro. É pura adulteração dos textos sagrados, para que possam incutir na cabeça dos outros que o Espiritismo é falso ou obra do demônio, etc.

   O termo que deveria constar é necromante, que significa evocação dos mortos para fins de adivinhação, inclusive algumas traduções mantêm esse termo. Não é isso que fazemos, com absoluta certeza, ou seja, não estamos a evocá-los com objetivo de adivinhação.

   A mediunidade é uma das faculdades humanas, todos nós a possuímos em graus que vai desde o menor ao maior. Chamamos de médium aos que possuem esta faculdade mais ostensiva, e conseguem, por a possuírem numa sensibilidade mais aguçada, a sintonia com o plano espiritual.

Nas Bíblias que pesquisamos sobre essa passagem encontramos: Vejo um Deus que sobe da terra, Estou vendo um espírito subindo das profundezas da terra e vi deuses que subiam da terra, em nenhuma delas encontramos vulto, isso é somente para demonstrar que temos várias traduções da Bíblia, seria o caso de perguntarmos: qual é a verdadeira?

   Quanto à questão do que vem de baixo, é importante colocar que antigamente se pensava que tanto os bons quanto os maus iriam para um mesmo lugar, que era denominado xeol, em grego hades. Conforme podemos comprovar pelo Dicionário Bíblico: XEOL (SHEOL) – É, como o céu e a terra (Ex 20, 4), uma das três partes do mundo. São as profundezas da terra (Is 14, 9; Sl 63, 10), para onde descem todos os mortos (Gn 37, 35; 1 Sm 2, 6; Sl 89,49); ninguém poderia subir daí (Jó 7, 9). Bons e maus estão misturados ali (1 Sm 28, 19), no meio de trevas densas (Jó 10, 21); com um campo de ação reduzido (Eclo 19, 10), incapazes de louvar a Deus (Is 38, 18; Sl 6, 6). Assim não poderia ser o significado que querem dar.

   Devemos também ressaltar que, naquela época o povo era altamente supersticioso, nada compreendia da vida além túmulo, e tudo que do plano espiritual se manifestasse, eram para eles um deus, daí que em algumas traduções fala em “vi um deus que sobe”. Moisés precisando manter a idéia monoteísta, proíbe a evocação dos mortos, para que o povo não viesse a adorá-los, em concorrência com Deus único.

   Aos que se encontram apegados demais aos textos da Bíblia, como acreditam ser tudo ordem divina, faremos a pergunta clássica: Se os mortos não podem se comunicar, por que então aceitam Deus proibindo algo que não pode acontecer? É, com certeza, por causa da cegueira dos fanáticos.

 

Saul entendeu que era Samuel I Samuel 28:14

Foi uma conclusão subjetiva de Saul, e não uma afirmação da Bíblia que era realmente Samuel Saul não estava vendo "Samuel" quando tirou essa conclusão, pois ele pediu à médium que descrevesse a figura que estava subindo da terra.

 

   Voltemos a um versículo anterior para vermos se realmente este episódio não passa de subjetividade. Nos versículos 11-12, temos: Então a mulher perguntou: “A quem devo evocar?” E ele respondeu: “Evoca-me a Samuel” Mas quando a mulher avistou a Samuel, exclamou em voz alta e disse a Saul: ...”.

   Usando da expressão deles, “a Bíblia diz” que: 1º - Saul pede a necromante para evocar especificamente o espírito Samuel; 2º - a mulher avistou a Samuel. Assim não tem nada de subjetivo, mas antes o texto bíblico é surpreendentemente objetivo em seu relato.

   Não bastasse isso, voltemos a parte final do versículo 14: Então Saul reconheceu que era realmente Samuel e caiu com o rosto por terra, prostrando-se para ele, conforme Bíblia Editora Vozes, e Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou, da Bíblia Anotada. Mais uma vez a questão das traduções. Pela primeira fica bem nítido que Saul reconheceu que era realmente Samuel, isso após a necromante ter-lhe descrito o que estava vendo, pois Saul não era vidente, somente ela.

   Qual foi a atitude de Saul após o reconhecimento? Prostrou-se com o rosto na terra, em atitude de reverência e adoração ao “deus” Samuel; não foi o que já dissemos sobre o que pensavam, naquela época, sobre as manifestações espirituais? Vejam como as coisas perfeitamente se encaixam, não precisamos distorcer os fatos para justificarmos as coisas que acreditamos serem naturais.

   Podemos incluir, neste ponto, a nota de rodapé da Bíblia Sagrada. Editora Vozes, 8ª Edição, constante de 1 Samuel 28, 15-19: “O narrador, embora não aprove o proceder de Saul e da mulher (v. 15), acredita que Samuel de fato apareceu e falou com Saul: isto Deus podia permitir. Logo, não é preciso pensar em manobra fraudulenta da mulher ou em intervenção diabólica. Toda a cena pinta ao vivo o abandono e desespero de Saul que está prestes a alcançar o ponto mais baixo da rejeição de Deus (15, 23-30, 35; 16, 1; 31)”. Assim os fatos são confirmados pela própria Bíblia, não devemos distorcê-los à nossa conveniência, não é mesmo?

 

O Pseudo-Samuel fez profecias a respeito do futuro de Saul I Samuel 28:19

Toda a profecia deve ser provada. Se for cumprida, provém de Deus, caso contrário, não vem de Deus. Deuteronômio 18:22

 

   Em Mateus 1, 23-23, lemos: Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta nas palavras: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, cujo nome será Emanuel, que significa; Deus conosco. A profecia de que fala é a que consta em Isaias 8, 8-10.

   Essa profecia de Isaias não vem de Deus, pois ela não se cumpriu. O menino nasceu e não lhe deram o nome de Emanuel e sim Jesus. O nome “Jesus” vem da forma grega e latina do hebraico “Jeshua” (Josué), que significa “o Senhor é Salvação”. Mesmo assim ela é citada em Mateus como uma profecia que se cumpriu, e ai como ficamos?

   Por outro lado, na Bíblia Sagrada, Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, Organizada sob a direção de Jesus Ruescas, Sivadi Editorial, em Eclesiástico 46, 23, temos: “E depois disto dormiu Samuel o sono da morte, e apareceu ao rei, e lhe predisse o fim da sua vida, e saindo da terra, levantou a sua voz, profetizando o golpe, que estava para se descarregar sobre a impiedade da nação”. Veja que a narrativa é cristalina quanto à realidade da manifestação de Samuel, confirmando também a questão a respeito da profecia. Entretanto sabemos que não consta de sua Bíblia esta passagem, ai então perguntamos, afinal qual é a Bíblia VERDADEIRA a Católica ou a sua? Com base em que revelação divina poderemos dizer que é a sua? “A verdade não pode existir em coisas que divergem”, palavras de São Jerônimo na carta-prefácio da Vulgata.

  

Analisando as profecias

Cumpriram-se as profecias?  Saul seria morto pelos Filisteus. Saul suicidou-se. I Samuel 31:4. Todo os filhos de Saul também seriam mortos. Somente três morreram. Outros permaneceram vivos, inclusive um deles se tornou rei de Israel. II Samuel 2:8 e 10 II Samuel 21:8 Saul morreria no dia seguinte. Saul morreu após vários dias.I Samuel 30: 1 13,17 II Samuel 1:1.

 

   Vejamos a passagem narrada em 1 Samuel 28, 17-18, onde o espírito Samuel responde a Saul: “O Senhor cumpriu o que tinha falado por meu intermédio. O Senhor arrancou da tua mão a realeza e a deu ao teu companheiro Davi. Já que não obedeceste ao Senhor e não levaste a cabo a sua cólera ardente contra Amalec, por isso o Senhor hoje te fez isto”.

   O “pseudo-Samuel”, segundo dizem, diz a Saul que o Senhor cumpriu o que tinha falado por seu intermédio, ou seja, quando ainda estava vivo. Podemos comprovar tal afirmativa em 1 Samuel 15, 26:      Porém Samuel disse a Saul; Não tornarei contigo; visto que rejeitaste a palavra do Senhor, já ele te rejeitou a ti, para que não sejas rei sobre Israel assim provado, fica, que apesar de não gostarem, é mesmo a aparição do espírito de Samuel que reafirma categoricamente a mesma profecia que já lhe havia dito antes quando ainda habitava um corpo físico.

   Vamos agora à questão das profecias. Em 1 Samuel 28, 19: “O Senhor entregará contigo também a Israel nas mãos dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo. O Senhor entregará nas mãos dos filisteus também o exército de Israel”.

   A profecia diz que Saul e o povo israelense seriam entregue aos filisteus, fato confirmado. Quando diz amanhã poderia não querer, necessariamente, dizer o dia seguinte, pois também empregamos esta palavra para um tempo futuro, podendo ser próximo ou não, dentro dessa perspectiva o fato foi consumado. Por outro lado, se bem observamos as citações que nos traz dizendo ser após vários dias (I Samuel 30, 1, 13, 17: II Samuel 1, 1), veremos que tais passagens se referem aos acontecimentos ocorridos com Davi (1 Samuel 30, 1-31, todo o capítulo), que foi expulso do acampamento dos filisteus, prestes a combater Israel, por ser ele israelense. Terminadas essas, volta o texto à questão dos filisteus contra Israel, agora já no capítulo 31, versículo 1 em diante, onde retoma a seqüência dos fatos narrados quando os filisteus subiram a Jezreel, local do acampamento de Israel, cujo desfecho já conhecemos, morte dos filhos de Saul e o seu suicídio. Fatos que poderemos comprovar com as notas de rodapé constante da Bíblia Editora Vozes, que reproduzimos:

29, 1 – O c. 29 é a continuação de 28,2. Davi está numa situação extremamente crítica e penosa: ou atraiçoar os patrícios ou desenganar a confiança do ingênuo rei Aquis.

30, 1 – O c. 30 forma a continuação do c. 29, sendo também uma espécie de relato paralelo a 27, 8-12.

31, 1 – Depois do parêntese de 1 Sm 29-30 aqui continua o texto de 28, 4s. O interesse do relato se concentra na morte trágica de Saul e dos seus filhos, morte esta que representa o ponto mais baixo da solidão de Saul.

Ressaltamos, para uma melhor compreensão, que no capítulo 28, versículo 4 é relatado: “Então os filisteus se reuniram e avançaram, acampando em Sunam. Em vista disto Saul mobilizou todo Israel e pôs acampamento no Gelboé. Mas quando Saul avistou o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo e seu coração tremeu fortemente. Saul consultou ao Senhor, mas ele não lhe deu resposta nem por sonhos nem por sorte e tampouco através dos profetas”. A seqüência deste trecho é o que narra Saul indo à En-dor consultar a necromante, ou seja, o que estamos estudando.

Assim poderemos concluir, sem nenhuma dúvida, que pelo texto a morte de Saul e seus filhos aconteceu realmente no dia seguinte.

   Vamos seguir um pouco à frente, em 1 Samuel 31, 2: “Os filisteus apertaram com Saul e seus filhos, e mataram a Jônatas, a Abinadabe e a Malquisua, filhos de Saul”, em cuja nota de rodapé temos: Esta verdadeira “batalha de Waterloo” de Saul e seus filhos cumpriu a profecia de Samuel (28, 19). Essa passagem retiramos da Bíblia Anotada, que é a usada pela maioria dos evangélicos e protestantes, ou seja, é bem provável que é a mesma do autor do artigo que ora estamos contra-argumentando. Observar bem que nela consta que a cumpriu a profecia de Samuel, e não de pseudo-Samuel, citando capítulo 28, versículo 19, ou seja, justamente aquele que trata da manifestação do Espírito de Samuel fazendo a profecia em análise.

 E a questão de amanhã tu e teus filhos estareis comigo, nessa profecia só diz que estariam mortos, não fala de que maneira que seriam mortos. Saul uma vez derrotado pelos filisteus e não querendo cair vivo nas mãos deles, suicida-se, confirmando, portanto com sua morte a profecia sobre sua ida para o plano espiritual. No texto diz, teus filhos, não está dito que seria toda a família de Saul. Assim tudo que afirmam são conclusões que estão longe do que constam dos textos. Temos mais uma pergunta, por que Deus castiga o povo de Israel pelo erro do Rei Saul? Onde fica: “Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais: cada um será morto por seu próprio pecado”. (Deuteronômio 24, 16).

 

Comentários:

Por tudo isso, Saul morreu afastado de Deus, por causa da sua transgressão contra Deus, e também por ter buscado uma médium para a consultar (I Crônicas 10:13).

Deus proíbe terminantemente a consulta aos mortos (Deuteronômio 18:9-15, Isaías 8:19-20, Levítico 20:6).

Essa ordenança feita no tempo do Velho Testamento continua valendo até os dias de hoje, pois Deus não muda de opinião (Tiago 1:17, Malaquias 3:6, Salmos 102:27, Números 23:19).

 

   Conforme citações anteriores, a morte de Saul não tem nada a ver com a consulta aos mortos, é pura incoerência bíblica, pois o que consta em 1 Crônicas 10, 13 está longe dos fatos narrados anteriormente constantes da própria Bíblia. Ora não é ela, segundo dizem, isenta de qualquer erro, ou seja, tudo que ali consta é a pura verdade, então como explicar o porquê da divergência nos textos?

   Se Deus proíbe terminantemente a consulta aos mortos por que tal proibição não consta dos dez mandamentos? Ou era apenas proibição de Moisés? Preferimos ficar com a última alternativa, até mesmo para não colocar Deus em contradição como veremos logo a seguir.

   Quanto a essa ordenança continuar valendo até os dias de hoje, não concordamos e vamos explicar o porquê.

   É curioso que de toda a Bíblia somente tiram sobre a comunicação com os mortos a de 1 Samuel 28, nunca os vimos dizer da outra que está narrada no Novo Testamento; essa também nós afirmamos ser uma sessão mediúnica, por Mateus 17, 1-3: “Seis dias depois, Jesus tomou a sós consigo Pedro, Tiago e João, irmão deste, transfigurou diante deles; o rosto brilhou como o sol e as roupas se tornaram brancas como a luz. E apareceram Moisés e Elias conversando com ele”.

   Está aí a maior prova que a comunicação com os mortos não consta de nenhuma proibição divina, pois se fosse, Jesus não teria participado dela, e mais, o próprio Moisés que diz ter Deus proibido aparece depois de morto a Jesus e seus discípulos. Para reforçar ainda mais nossos argumentos tiramos de João 14, 12: Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim, também fará as obras que faço. E fará maiores ainda do que essas, porque eu vou para o Pai”.  O que significa dizer que todos nós poderemos fazer tudo e até mesmo mais do que Jesus fez.

   Quanto a Deus não mudar de opinião, não se pode comprovar pela Bíblia, senão vejamos:

   Gênesis 6, 6: Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem na terra e ficou com o coração magoado. Se houve arrependimento houve mudança de opinião. Qual a conseqüência disso? Segundo o relato bíblico, foi o dilúvio onde Deus extermina quase todos os seres viventes da terra.

   Êxodo 20, 5-6: ... Castigo a culpa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração dos que me odeiam, mas uso de misericórdia por mil gerações com os que me amam e guardam meus mandamentos, entretanto Deus se contradiz em Deuteronômio 24, 16: Os pais não serão mortos pela culpa dos filhos, nem os filhos pela culpa dos pais: cada um será morto por seu próprio pecado.

   Êxodo 20, 4: Não farás para ti ídolos, nem figura alguma do que existe em cima, nos céus, nem embaixo, na terra, nem do que existe nas águas, debaixo da terra. Mas Deus ordena Moisés a fazer uma serpente de bronze, como consta em Números 21, 8-9: O Senhor lhe respondeu: ‘Faze uma serpente venenosa e coloca-a sobre um poste. Quem for mordido e olhar para ela, ficará curado’. Moisés fez uma serpente de bronze e a colocou sobre um poste. Será que Deus tinha se esquecido de sua determinação anterior?

   Êxodo 20, 13: Não matarás, para mais um pouco à frente, em Êxodo 21 dizer: v.12 - Quem ferir mortalmente um homem, será punido de morte; v.15 – quem ferir o pai ou a mãe, será punido de morte; v.16 – quem seqüestrar uma pessoa, quer a tenha vendido, ou ainda se encontre em seu poder, será punido de morte; v.17 – quem amaldiçoar o pai ou a mãe será punido de morte. Será que o que consta dos dez mandamentos não tem nenhum valor? Não é bem por aí. Ao lado das leis divinas Moisés colocou umas de caráter social e outras de litúrgico, entretanto, em ambas diz ter sido ordem divina, é o que percebemos claramente nessas determinações do capítulo 21. Nada mais eram que leis para regular a sociedade. A pena de morte foi o único meio que encontrou para penalizar os infratores da lei, pois estando no deserto, lhe seria impossível manter qualquer criminoso preso, por completa falta de recursos para esta empreitada, visto no deserto não existirem ao menos cadeias, construídas de alvenaria, onde pudessem colocá-los. Fica claro, para nós, a separação entre as leis que são de Deus e as que são de Moisés. A proibição de evocação dos mortos, com absoluta certeza, era uma das leis mosaicas.

   Pergunto: por que todas as ordenanças do Velho Testamento não valem até os nossos dias como querem com a proibição da evocação dos mortos? Parece que somente buscam as que parecem apoiar os seus dogmas. Mas quanto ao Velho Testamento temos na própria Bíblia, para eles as verdades absolutas, que ele não tem mais valor senão vejamos:

Hebreus 8, 6-7 e 13: Mas, agora, Jesus foi encarregado de um ministério tanto mais excelente quanto melhor é a aliança da qual é mediador, sendo esta legalmente fundada sobre promessas mais excelentes. Se, na verdade, a primeira aliança tivesse sido sem falhas, não teria cabimento ser substituída por uma segunda. Dizendo: aliança nova, Deus declarou antiquada a primeira. Ora, o que se torna antiquado e envelhece está próximo a desaparecer.

Não bastasse esta, vemos em várias oportunidades Jesus dizer, “aprendestes o que foi dito eu, porém vos digo” (ver em Mateus 5, 17-48), para, finalmente, arrematar com: “Ninguém põe um remendo de pano novo em veste velha, porque arrancaria uma parte da veste, e o rasgão ficaria pior. Não se coloca tampouco vinho novo em odres velhos; do contrário os odres se rompem, o vinho se derrama e os odres se perdem”, conforme Mateus 9, 16-17.

   É por isso que, o Velho Testamento não é seguido por nós, dele a única coisa que podemos seguir seria apenas os dez mandamentos, todo o restante tem somente valor histórico.

   Como conclusão final, podemos dizer que infelizmente o homem vai ter que evoluir muito para que entenda realmente o verdadeiro significado da mensagem de Jesus, e, principalmente, para ver que o Velho Testamento só teve valor para os homens que viveram antes de sua vinda.

   No mais, pessoalmente temos é que agradecer, pois com estes artigos estamos sendo motivados ao estudo da Bíblia, e graças à inteligência que Deus nos deu, estamos, em alguns casos, conseguindo separar o “joio do trigo”.

 

 

 

Bibliografia:

- A Bíblia Anotada = The Ryrie Study Bible / Texto bíblico: Versão Almeida, Revista e Atualizada, com introdução, esboço, referências laterais e notas por Charles Caldwell Ryrie; Mundo Cristão, 1994.

- Bíblia Sagrada, Editora Vozes, 1989.

- Dicionário Bíblico Universal / L. Monloubou e F.M. Du Buit, Petrópolis, RJ, Vozes; Aparecida, SP: Editora Santuário, 1996.

-Bíblia Sagrada, Tradução do Pe. Antônio Pereira de Figueiredo, Organizada sob a direção de Jesus Ruescas, Sivadi Editorial.

- A Face Oculta das Religiões, José Reis Chaves, Editora Martin Claret, SP, 1ª Edição, out/2000.

 



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Domingo, 09.01.11

 

Usada por pastores, padres e demais líderes religiosos. Saiba identificá-la!

Um impressionante texto científico sobre a verdade que acontece nas igrejas

 

 

O Nascimento da Conversão

 
            CONVERSÃO é uma palavra "agradável" para lavagem cerebral... e qualquer estudo de lavagem cerebral tem de começar com o estudo do Revivalismo Cristão no século dezenove, na América. Jonathan Edwards descobriu acidentalmente as técnicas durante uma cruzada religiosa em 1735, em Massachusetts. Induzindo culpa e apreensão aguda e aumentando a tensão, os "pecadores" que compareceram aos seus encontros de reavivamento foram completamente dominados, tornando-se submissos. Tecnicamente, o que Edwards estava fazendo era criar condições que deixavam o cérebro em branco, permitindo a mente aceitar nova programação. O problema era que as novas informações eram negativas. Ele poderia então dizer-lhes, "vocês são pecadores! vocês estão destinados ao inferno!". Como resultado, uma pessoa tentou e outra cometeu suicídio. E os vizinhos do suicida relataram que eles também foram tão profundamente afetados que, embora tivessem encontrado a "salvação eterna", eram também obcecados com a idéia diabólica de dar fim às próprias vidas.

            Uma vez que um pregador, líder de culto, manipulador ou autoridade atinja a fase de apagamento do cérebro, deixando-o em branco, os sujeitos ficam com as mentes escancaradas, aceitando novas idéias em forma de sugestão. Porque Edwards não tornou sua mensagem positiva até o fim do reavivamento, muitos aceitaram as sugestões negativas e agiram, ou desejaram agir, de acordo com elas.

Charles J. Finney foi outro cristão revivalista que usou as mesmas técnicas quatro anos mais tarde, em conversões religiosas em massa, em Nova Iorque. As técnicas são ainda hoje utilizadas por cristãos revivalistas, cultos, treinadores de potencial humano, algumas reuniões de negócios, e nas forças armadas dos EUA, para citar apenas alguns. Deixem-me acentuar aqui que eu não creio que muitos pregadores revivalistas percebam ou saibam que estão usando técnicas de lavagem cerebral. Edwards simplesmente topou com uma técnica que realmente funcionou, e outros a copiaram e continuam a copiá-la pelos últimos duzentos anos. E o mais sofisticado de nosso conhecimento e tecnologia tornou mais efetiva a conversão. Sinto fortemente que esta é uma das maiores razões para o crescimento do fundamentalismo cristão, especialmente na variedade televisiva, enquanto que muitas das religiões ortodoxas estão declinando.

 

 

 

As Três Fases Cerebrais

 
Os cristãos podem ter sido os primeiros a formular com sucesso a lavagem cerebral, mas teremos de ir a Pavlov, um cientista russo, para uma explicação científica. Nos idos de 1900, seu trabalho com animais abriu a porta para maiores investigações com humanos. Depois da revolução russa, Lênin viu rapidamente o potencial em aplicar as pesquisas de Pavlov para os seus próprios objetivos.

            Três distintos e progressivos estados de inibição transmarginal foram identificados por Pavlov. O primeiro é a fase EQUIVALENTE, na qual o cérebro dá a mesma resposta para estímulos fortes e fracos. A segunda é a fase PARADOXAL, na qual o cérebro responde mais ativamente aos estímulos fracos do que aos fortes. E a terceira é a fase ULTRA-PARADOXAL, na qual respostas condicionadas e padrões de comportamento vão de positivo para negativo, ou de negativo para positivo.

Com a progressão por cada fase, o grau de conversão torna-se mais efetivo e completo. São muitos e variados os modos de alcançar a conversão, mas o primeiro passo usual em lavagens cerebrais políticas ou religiosas é trabalhar nas emoções de um indivíduo ou grupo, até eles chegarem a um nível anormal de raiva, medo, excitação ou tensão nervosa.

            O resultado progressivo desta condição mental é prejudicar o julgamento e aumentar a sugestibilidade. Quanto mais esta condição é mantida ou intensificada, mais ela se mistura. Uma vez que a catarse, ou a primeira fase cerebral é alcançada, uma completa mudança mental torna-se mais fácil. A programação mental existente pode ser substituída por novos padrões de pensamento e comportamento.

Outras armas fisiológicas freqüentemente utilizadas para modificar as funções normais do cérebro são os jejuns, dietas radicais ou dietas de açúcar, desconforto físico, respiração regulada, canto de mantras em meditação, revelação de mistérios sagrados, efeitos de luzes e sons especiais, e intoxicação por drogas ou por incensos.
Os mesmos resultados podem ser obtidos nos tratamentos psiquiátricos contemporâneos por eletrochoques e mesmo pelo abaixamento proposital do nível de açúcar no sangue, com a aplicação de injeções de insulina. Vale ressaltar que hipnose e táticas de conversão são duas coisas distintas e diferentes, e que as técnicas de conversão são muito mais poderosas. Contudo, as duas são freqüentemente misturadas... com poderosos resultados.

 

 




Como os Pregadores Revivalistas Trabalham


           
Se você desejar ver um pregador revivalista em ação, há provavelmente vários em sua cidade. Vá para a igreja ou tenda e sente-se acerca de três-quartos da distância ao fundo. Muito provavelmente uma música repetitiva será tocada enquanto o povo vem para o serviço. Uma batida repetitiva, idealmente na faixa de 45 a 72 batidas por minuto (um ritmo próximo às batidas do coração humano) é muito hipnótica e pode gerar um estado alterado de consciência, com olhos abertos, em uma grande porcentagem das pessoas. E, uma vez você esteja em um ritmo alfa, você está pelo menos 5 vezes mais sugestionável do que você estaria, em um ritmo beta, de plena consciência. A música é provavelmente a mesma para cada serviço, ou incorpora a mesma batida, e muitas das pessoas irão para um estado alterado de consciência quase imediatamente após entrarem no santuário. Subconscientemente, eles recordam o estado mental quando em serviços religiosos anteriores, e respondem de acordo com a programação pós-hipnótica.

            Observe as pessoas esperando pelo início do serviço religioso. Muitas exibirão sinais exteriores de transe: corpo relaxado e olhos ligeiramente dilatados. Freqüentemente, eles começam a agitar as mãos para diante e para trás no ar, enquanto estão sentadas em suas cadeiras. A seguir, o pastor assistente muito provavelmente virá, e falará usualmente com uma simpática "voz ritmada".

 



Técnica da Voz Ritmada

 
           
Uma "voz ritmada" é um estilo padronizado, pausado, usado por hipnotizadores quando estão induzindo um transe. É também usado por muitos advogados, vários dos quais são altamente treinados hipnólogos, quando desejam fixar um ponto firmemente na mente dos jurados. Uma voz ritmada pode soar como se o locutor estivesse conversando ao ritmo de um metrônomo, ou pode soar como se ele estivesse enfatizando cada palavra em um estilo monótono e padronizado. As palavras serão usualmente emitidas em um ritmo de 45 a 60 batidas por minuto, maximizando o efeito hipnótico.

            Agora, o pastor assistente começa o processo de "acumulação". Ele induz um estado alterado de consciência e/ou começa a criar excitação e expectativas na audiência. A seguir, um grupo de jovens mulheres vestidas em longos vestidos brancos que lhes dão um ar de pureza, vêm e iniciam um canto. Cantos evangélicos são o máximo, para se conseguir excitação e ENVOLVIMENTO. No meio do canto, uma das garotas pode ser "golpeada por um espírito" e cai, ou reage como se estivesse possuída pelo Espírito Santo. Isto efetivamente aumenta a excitação na sala. Neste ponto, hipnose e táticas de conversão estão sendo misturadas e o resultado é que toda a atenção da audiência está agora tomada, enquanto o ambiente torna-se cada vez mais tenso e excitado.

            Exatamente neste momento, quando a indução ao estado mental alfa foi conseguido em massa, eles irão passar o prato ou cesta de coleta. Ao fundo, em uma voz ritmada a 45 batidas por minuto, o pregador assistente poderá exortar, "dê ao Senhor...dê ao Senhor...dê ao Senhor...dê ao Senhor". E a audiência dá. Deus pode não obter o dinheiro, mas seu já rico representante, sim.

A seguir, vem o pregador fogo-e-enxôfre. Ele induz medo e aumenta a tensão falando sobre "o demônio", "ir para o inferno", e sobre o Armageddon próximo. Na maioria da assembléias revivalistas, "depoimentos" ou "testemunhos" usualmente seguem-se ao sermão amedrontador. Pessoas da audiência virão ao palco relatar as suas histórias. "Eu estava aleijado e agora posso caminhar!". "Eu tinha artrite e ela se foi!". Esta é uma manipulação psicológica que funciona. Depois de ouvir numerosos casos de curas milagrosas, a pessoa comum na audiência com um problema menor está certa de que ela pode ser curada. A sala está carregada de medo, culpa e intensa expectativa e excitação.

            Agora, aqueles que querem ser curados são freqüentemente alinhados ao redor da sala, ou lhes é dito para vir à frente. O pregador pode tocá-los na cabeça e gritar "esteja curado!". Isto libera a energia psíquica, e, para muitos, resulta a catarse. Catarse é a purgação de emoções reprimidas. Indivíduos podem gritar, cair ou mesmo entrar em espasmos. E se a catarse é conseguida, eles possuem uma chance de serem curados. Na catarse (uma das três fases cerebrais anteriormente mencionadas), a lousa do cérebro é temporariamente apagada e novas sugestões são aceitas.

Para alguns, a cura pode ser permanente. Para muitos, irá durar de quatro dias a uma semana, que é, incidentalmente, o tempo que dura normalmente uma sugestão hipnótica dada a uma pessoa. Mesmo que a cura não dure, se eles voltarem na semana seguinte, o poder da sugestão pode continuamente fazer ignorar o problema... ou, algumas vezes, lamentavelmente, pode mascarar um problema físico que pode se mostrar prejudicial ao indivíduo, a longo prazo.

            Eu não estou dizendo que curas legítimas não aconteçam. Acontecem. Pode ser que o indivíduo estava pronto para largar a negatividade que causou o problema em primeiro lugar; pode ser obra de Deus. Mas afirmo que isto pode ser explicado com o conhecimento existente acerca das funções cérebro/mente.

            O uso de técnicas hipnóticas por religiões é sofisticado, e profissionais asseguram que elas tornaram-se ainda mais efetivas. Um homem em Los Angeles está projetando, construindo e reformando um monte de igrejas por todo o país. Ele diz aos ministros o que eles precisam, e como usá-lo. Sua fita gravada indica que a congregação e a renda dobrarão, se o ministro seguir suas instruções. Ele admite que cerca de 80 por cento de seus esforços são para o sistema de som e de iluminação.

 

 

Seis Técnicas de Conversão


           
Cultos e organizações que ensinam potencial humano estão sempre procurando por novos convertidos. Para conseguí-los, eles precisam criar uma fase cerebral. E geralmente precisam fazê-lo em um curto espaço de tempo: um fim-de-semana, até mesmo em um dia. O que se segue são as seis técnicas primárias usadas para gerar a conversão.
            O encontro ou treinamento tem lugar em uma área onde os participantes estão desligados do resto do mundo. Isto pode ser em qualquer lugar: uma casa isolada, um local remoto ou rural, ou mesmo no salão de um hotel, onde aos participantes só é permitido usar o banheiro, limitadamente. Em treinamentos de potencial humano, os controladores darão uma prolongada conferência acerca da importância de "honrar os compromissos" na vida. Aos participantes é dito que, se eles não honram seus compromissos, sua vida nunca irá melhorar. É uma boa idéia honrar compromissos, mas os controladores estão subvertendo um valor humano positivo, para os seus interesses egoístas. Os participantes juram para si mesmos e para os treinadores que eles honrarão seus compromissos. Qualquer um que não o faça será intimado a um compromisso, ou forçado a deixá-los. O próximo passo é concordar em completar o treinamento, deste modo assegurando uma alta porcentagem de conversões para as organizações. Eles terão, normalmente, que concordar em não tomar drogas, fumar, e algumas vezes não comer...ou lhes são dados lanches rápidos de modo a criar tensão.    

            A razão real para estes acordos é alterar a química interna, o que gera ansiedade e, espera-se, cause ao menos um ligeiro mal-funcionamento do sistema nervoso, que aumente o potencial de conversão.

            Antes que a reunião termine, os compromissos serão lembrados para assegurar que o novo convertido vá procurar novos participantes. Fique precavido se uma organização deste tipo oferecer sessões de acompanhamento depois do seminário. 

Estas podem ser encontros semanais ou seminários baratos dados em uma base regular, nos quais a organização tentará habilmente convencê-lo, ou então será algum evento planejado regularmente, usado para manter o controle.

 
Dica 1:Um controle de longo prazo é dependente de um bom sistema de acompanhamento.


Dica 2: Quando táticas de conversão estão sendo usadas? A manutenção de um horário que causa fadiga física e mental é primariamente alcançado por longas horas nas quais aos participantes não é dada nenhuma oportunidade para relaxar ou refletir

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Dica 3: Utilizadas técnicas para aumentar a tensão na sala ou meio-ambiente.

 
Dica 4: Incerteza. Há várias técnicas para aumentar a tensão e gerar incerteza.

 

Basicamente, os participantes estão preocupados quanto a serem notados ou apontados pelos instrutores; sentimentos de culpa se manifestam, e eles são tentados a relatar seus mais íntimos segredos aos outros participantes, ou forçados a tomar parte em atividades que enfatizem a remoção de suas máscaras. Um dos mais bem sucedidos seminários de potencial humano força os participantes a permanecerem em um palco à frente da audiência, enquanto são verbalmente atacados pelos instrutores. Uma pesquisa de opinião pública, conduzida a alguns anos, mostrou que a situação mais atemorizante na qual um indivíduo pode se encontrar, é falar para uma audiência. Isto iguala-se à lavar uma janela externamente, no 85º andar de um prédio. 

Então você pode imaginar o medo e a tensão que esta situação gera entre os participantes. Muitos desfalecem, mas muitos enfrentam o stress por uma mudança de mentalidade. Eles literalmente entram em estado alfa, o que automaticamente os torna mais sugestionáveis do que normalmente são. E outra volta da espiral descendente para a conversão é realizada com sucesso.

 
Dica 5: Táticas de conversão estão sendo usadas com a introdução de jargão, novos termos que tem significado unicamente para os "iniciados" que participam. Linguagem viciosa é também freqüentemente utilizada, de propósito, para tornar desconfortáveis os participantes.


Dica 6 : Não haver nenhum humor na comunicação, ao menos até que os participantes sejam convertidos. Então, divertimentos e humor são altamente desejáveis, como símbolos da nova alegria que os participantes supostamente "encontraram".

Isto não quer dizer que boas coisas não resultem da participação em tais reuniões. Isto pode ocorrer. Mas é importante para as pessoas saberem o que aconteceu, e ficarem prevenidas de que o contínuo envolvimento pode não ser de seu maior interesse.

Reuniões de culto e treinamentos de potencial humano são um ambiente ideal para se observar em primeira mão o que é tecnicamente chamado de "Síndrome de Estocolmo". Esta é uma situação na qual aqueles que são intimidados, controlados e torturados começam a amar, admirar e muitas vezes até desejar sexualmente os seus controladores ou captores.

Mas permitam-me deixar aqui uma palavra de advertência: se você pensa que pode assistir tais reuniões e não ser afetado, você provavelmente está errado. Um exemplo perfeito é o caso de uma mulher que foi ao Haiti com Bolsa de Estudos da Guggenheim para estudar o vudu haitiano. Em seu relatório, ela diz como a música eventualmente induz movimentos incontroláveis do corpo, e um estado alterado de consciência. Embora ela compreendesse o processo e pudesse refletir sobre o mesmo, quando começou a sentir-se vulnerável à música ela tentou lutar e fugir. Raiva ou resistência quase sempre asseguram conversão. Poucos momentos mais tarde ela sentiu-se possuída pela música e começou a dançar, em transe, por todo o local onde se realizava o culto vudu. A fase cerebral tinha sido induzida pela música e pela excitação, e ela acordou sentindo-se renascida. A única esperança de assistir tais reuniões sem sentir-se afetado é não se permitir sentimentos positivos ou negativos. 

Poucas pessoas são capazes de tal neutralidade.

 

 

 

Processo de Decognição


           
Uma vez que a conversão inicial é realizada, nos cultos, no treinamento militar, ou em grupos similares, não pode haver dúvidas entre seus membros. Estes devem responder aos comandos, e fazer o que estes lhes disserem. De outra forma, eles seriam perigosos ao controle da organização. Isto é normalmente conseguido pelo

 

Processo de Decognição em três passos.

            O primeiro passo é o de REDUÇÃO DA VIGILÂNCIA: os controladores provocam um colapso no sistema nervoso, tornando difícil distinguir entre fantasia e realidade. Isto pode ser conseguido de várias maneiras. DIETA POBRE é uma; muito cuidado com Brownies e com Koolaid. O açúcar 'desliga' o sistema nervoso. Mais sutil é a "DIETA ESPIRITUAL", usada por muitos cultos. Eles comem somente vegetais e frutas; sem o apoio dos grãos, nozes, sementes, laticínios, peixe ou carne, um indivíduo torna-se mentalmente "aéreo". Sono inadequado é outro modo fundamental de reduzir a vigilância, especialmente quando combinada com longas horas de intensa atividade física. Ser bombardeado com experiências únicas e intensas também consegue o mesmo resultado.

            O segundo passo é a CONFUSÃO PROGRAMADA: você é mentalmente assaltado enquanto sua vigilância está sendo reduzida conforme o passo um. Isto se consegue com um dilúvio de novas informações, leituras, discussões em grupo, encontros ou tratamento individual, os quais usualmente eqüivalem ao bombardeio do indivíduo com questões, pelo controlador. Durante esta fase de decognição, realidade e ilusão freqüentemente se misturam, e uma lógica pervertida é comumente aceita.
            O terceiro passo é PARADA DO PENSAMENTO: técnicas são usadas para causar um "vazio" na mente. Estas são técnicas para alterar o estado de consciência, que inicialmente induzem calma ao dar à mente alguma coisa simples para tratar, com uma atenta concentração. O uso continuado traz um sentimento de exultação e eventualmente alucinação. O resultado é a redução do pensamento, e eventualmente, se usado por muito tempo, a cessação de todo pensamento e a retirada de todo o conteúdo da mente, exceto o que os controladores desejem. O controle é, então, completo. É importante estar atento que quando membros ou participantes são instruídos para usar técnicas de "parar o pensamento", eles são informados de que serão beneficiados: eles se tornarão "melhores soldados", ou "encontrarão a luz".

 

            Há três técnicas primárias usadas para parar o pensamento.

A primeira é a MARCHA: a batida do tump, tump, tump literalmente gera auto-hipnose, e grande susceptibilidade à sugestão.

            A segunda técnica para parar o pensamento é a MEDITAÇÃO. Se você passar de uma hora a uma hora e meia por dia em meditação, depois de poucas semanas há uma grande probabilidade de que você não retornará à consciência plena normal beta. 

            Você permanecerá em um estado fixo alfa tanto mais quanto você continue a meditar. Não estou dizendo que isto é ruim. Se você mesmo o faz pode então ser benéfico. Mas é um fato que você está levando a sua mente a um estado de vazio. 

Nos testes aplicados a quem medita, o resultado é conclusivo: quanto mais você medita, mais vazia se torna a sua mente, principalmente se usada em excesso ou em combinação com decognição; todos os pensamentos cessam.

A terceira técnica de parar o pensamento é pelo CÂNTICO, e freqüentemente por cânticos em meditação. "Falar em línguas" poderia também ser incluído nesta categoria.
            Todas as três técnicas produzem um estado alterado de consciência. Isto pode ser muito bom se você está controlando o processo, porque você também controla o que vai usar. Se você usar ao menos uma sessão de auto-hipnose cada dia, poderá ser muito benéfico. Mas você precisa saber que se usar estas técnicas a ponto de permanecer continuamente em estado alfa, embora permaneça em um estado levemente embriagado, estará também mais sugestionável.

 


Verdadeiros Crentes & Movimentos de Massa


           
Provavelmente um terço da população é aquilo que Eric Hoffer chama "verdadeiros crentes". Eles são sociáveis, e são seguidores... são pessoas que se deixam conduzir por outros. Eles procuram por respostas, significado e por iluminação fora de si mesmos.
            Hoffer, que escreveu "O verdadeiro crente", um clássico em movimentos de massa, diz: "os verdadeiros crentes não estão decididos a apoiar e afagar o seu ego; têm, isto sim, uma ânsia de se livrarem dele. Eles são seguidores, não em virtude de um desejo de auto-aperfeiçoamento, mas porque isto pode satisfazer sua paixão pela auto-renúncia!". Hoffer também diz que os verdadeiros crentes "são eternamente incompletos e eternamente inseguros"!

Tudo o que se deve fazer é tentar mostrar-lhes que a única coisa a ser buscada é a Verdade interior. Suas respostas pessoais deverão ser encontradas lá, e solitariamente. A base da espiritualidade é a auto-responsabilidade e a auto- evolução, mas muitos dos verdadeiros crentes apenas respondem que o ateu não possui espiritualidade, e vão em seguida procurar por alguém que lhes dará o dogma e a estrutura que eles desejam.
            Nunca subestime o potencial de perigo destas pessoas. Eles podem facilmente ser moldado como fanáticos, que irão com muito prazer trabalhar e até morrer pela sua causa sagrada. Isto é um substituto para a sua fé perdida, e freqüentemente lhes oferece um substituto para a sua esperança individual. A maioria moral é feita de verdadeiros crentes. Todos os cultos são compostos de verdadeiros crentes. Você os encontrará na política, nas igrejas, nos negócios e nos grupos de ação social. Eles são os fanáticos nestas organizações.
            Os Movimentos de Massa possuem normalmente um líder carismático. Seus seguidores querem converter outros para o seu modo de vida ou impor um novo estilo de vida: se necessário, recorrendo a uma legislação que os force a isto, como evidenciado pelas atividades da Maioria Moral. Isto significa coação pelas armas ou punição, que é o limite em se tratando de coação legal.

Um ódio comum, um inimigo, ou o demônio são essenciais ao sucesso de um movimento de massas. Os Cristão Renascidos tem o próprio Satã, mas isto não é o bastante: a ele se soma o oculto, os pensadores da Nova Era, e mais tarde, todos aqueles que se oponham à integração de igreja e política, como evidenciado pelas suas campanhas políticas contra a reeleição daqueles que se oponham às suas opiniões. Em revoluções, o demônio é usualmente o poder dominante ou a aristocracia. Alguns movimentos de potencial humano são bastantes espertos para pedir a seus graduados para que associem-se a alguma coisa, o que o etiquetaria como um culto mas, se você olhar mais de perto, descobrirá que o demônio deles é quem quer que não tenha feito o seu treinamento.

Há movimentos de massa sem demônios, mas eles raramente alcançam um maior status. Os Verdadeiros Crentes são mentalmente desequilibrados ou mesmo pessoas inseguras, sem esperança e sem amigos. Pessoas não procuram aliados quando estão amando, mas eles o fazem quando odeiam ou tornam-se obcecados com uma causa. E aqueles que desejam uma nova vida e uma nova ordem sentem que os velhos caminhos devem ser destruídos antes que a nova ordem seja construída.



 


Técnicas de Persuasão


           
Persuasão não é uma técnica de lavagem cerebral, mas é a manipulação da mente humana por outro indivíduo, sem que o sujeito manipulado fique consciente do que causou sua mudança de opinião. A base da persuasão é sempre o acesso ao seu CÉREBRO DIREITO. A metade esquerda de seu cérebro é analítica e racional. O lado direito é criativo e imaginativo. Isto está excessivamente simplificado, mas expressa o que quero dizer. Então, a idéia é desviar a atenção do cérebro esquerdo e mantê-lo ocupado. Idealmente, o agente gera um estado alterado de consciência, provocando uma mudança da consciência beta para a alfa.

Primeiro, será dado um exemplo de como distrair o cérebro esquerdo. Políticos usam esta poderosa técnica todo o tempo; advogados usam muitas variações, as quais eles chamam "apertar o laço".

Assuma por um momento que você está observando um político fazendo um discurso. Primeiro, ele pode suscitar o que é chamado "SIM, SIM". São declarações que provocarão assentimentos nos ouvintes; eles podem mesmo sem querer balançar suas cabeças em concordância. Em seguida vem os TRUÍSMOS. Estes são, usualmente, fatos que podem ser debatidos, mas uma vez que o político tenha a concordância da audiência, as vantagens são a favor do político, que a audiência não irá parar para pensar a respeito, continuando a concordar. Por último vem a SUGESTÃO. Isto é o que o político quer que você faça, e desde que você tenha estado concordando todo o tempo, você poderá ser persuadido a aceitar a sugestão. 

Agora, se você ler o discurso político a seguir, você perceberá que as três primeiras sentenças são do tipo "sim, sim", a três seguintes são truísmos, e a última é a sugestão.
            "Senhoras e senhores: vocês estão indignados com os altos preços dos alimentos? Vocês estão cansados dos astronômicos preços dos combustíveis? Estão doentes com a falta de controle da inflação? Bem, vocês sabem que o outro Partido permitiu uma inflação de 18 por cento no ano passado; vocês sabem que o crime aumentou 50 por cento por todo o país nos últimos 12 meses, e vocês sabem que seu cheque de pagamento dificilmente vem cobrindo os seus gastos. Bem, a solução destes problemas é eleger-me, Daniel Haddad, para o Senado do Brasil"

Você já ouviu isto antes. Mas você poderia atentar também para os assim chamados Comandos Embutidos. Como exemplo: em palavras chaves, o locutor poderia fazer um gesto com sua mão esquerda, a qual, como os pesquisadores tem mostrado, é mais apta para acessar o seu cérebro direito. Os políticos e os brilhantes oradores de hoje, orientados pela mídia, são com freqüência cuidadosamente treinados por uma classe inteiramente nova de especialistas, os quais estão usando todos os truques, tanto novos quanto antigos, para manipulá-lo a aceitar o candidato deles.
            Os conceitos e técnicas da Neuro-Lingüística são tão fortemente protegidos que, mesmo para falar sobre ela publicamente ou em impressos, isto resulta em ameaça de ação legal.

Uma outra técnica é inacreditavelmente escorregadia; ela é chamada de TÉCNICA INTERCALADA, e a idéia é dizer uma coisa com palavras, mas plantar um impressão inconsciente de alguma outra coisa na mente dos ouvintes e/ou observadores. Por exemplo: suponha que você está observando um comentarista da televisão fazer a seguinte declaração: "O SENADOR JONAS está ajudando as autoridades locais a esclarecer os estúpidos enganos das companhias que contribuem para aumentar os problemas do lixo nuclear". Isto soa como uma simples declaração, mas, se o locutor enfatiza a palavra certa, e especialmente se ele faz o gesto de mãos apropriado junto com as palavras chaves, você poderia ficar com a impressão subconsciente de que o senador Jonas é estúpido. Este era o objetivo subliminar da declaração, e o locutor não pode ser chamado para explicar nada.

Técnicas de persuasão são também freqüentemente usadas em pequena escala com muita eficácia. O vendedor de seguro sabe que a sua venda será provavelmente muito mais eficaz se ele conseguir que você visualize alguma coisa em sua mente. É uma comunicação ao cérebro direito. Por exemplo, ele faz uma pausa em sua conversação, olha vagarosamente em volta pela sua sala, e diz: "Você pode imaginar esta linda casa incendiando até virar cinzas?". Claro que você pode! Este é um de seus medos inconscientes, e quando ele o força a visualizar isto, você está sendo muito provavelmente manipulado a assinar o contrato de seguros. Os Hare Krishna, ao operarem em um aeroporto, usam a chamada técnica de CHOQUE E CONFUSÃO para distrair o cérebro esquerdo e comunicarem-se diretamente com o cérebro direito.  Alguns agem em aeroportos e a sua técnica era a de saltar na frente de quem passasse. Inicialmente, sua voz era alta; então ele abaixava o tom enquanto pedia para que a pessoa levasse um livro, após o que pedia uma contribuição em dinheiro para a causa. 

Usualmente, quando as pessoas ficam chocadas, elas imediatamente recuam. Neste caso, eles ficavam chocados pela estranha aparência, pela súbita materialização e pela voz alta do devoto Hare Krishna. Em outras palavras, as pessoas iam para um estado alfa por segurança, porque elas não queriam confrontar-se com a realidade à sua frente. Em alfa, elas ficavam altamente sugestionáveis, e por isto aceitavam a sugestão de levar o livro; no momento em que pegavam o livro, sentiam-se culpadas e respondiam a uma segunda sugestão: dar dinheiro. Nós estamos todos condicionados de tal forma que, se alguém nos dá alguma coisa, nós temos de dar alguma coisa em troca que, neste caso, era dinheiro. Muitas das pessoas que ele parara exibiam um sinal externo de que estavam em alfa: seus olhos estavam dilatados.



 


Vibrato


           
Isto nos leva a mencionar o VIBRATO. Vibrato é o efeito de trêmulo feito por alguma música instrumental ou vocal, e a sua faixa de freqüências conduz as pessoas a entrarem em um estado alterado de consciência. Em um período da história inglesa, aos cantores cuja voz possuía um vibrato pronunciado não era permitido cantarem em público, porque os ouvintes entravam em um estado alterado de consciência, quando então tinham fantasias, inclusive de ordem sexual. Pessoas que assistem à ópera ou apreciam ouvir cantores como Mário Lanza estão familiarizados com os estados alterados induzidos pelos cantores.



publicado por evangelicosfalsosprofetas às 00:01 | link do post | comentar

Sábado, 08.01.11

Gênesis 15:18 Deus prometeu a Abrão (Abraão) que seus descendentes, os judeus, receberiam toda a terra desde o Rio do Egito (o Nilo) até o Rio Eufrates.

Josué 1:3-4 O território israelita se estenderá até o rio Eufrates.

Mas o território israelita nunca se estendeu até o Eufrates e é muito duvidoso que (dado as condições político-diplomático da atualidade) ele se estenda até mesmo para o Nilo.

Gênesis 17:3-8 Deus dá todo o país de Canaã para Abraão e seus descendentes, para habitarem-no para sempre. (Veja também: Gênesis 13:15, Êxodo 32:13) Canaã era a terra a oeste do Rio Jordão e o Mar Morto, entre essas águas e o Mediterrâneo, a região mais tarde chamada Palestina. Por um problema histórico, os Judeus não receberam toda Canaã para uma posessão perpétua. Revoltas dos Judeus contra Roma em 132-135 D.C. levaram ao seu dispersamento pelo mundo. Por 18 séculos turcos, persas e árabes ocuparam a Palestina. Os Judeus começaram a retornar em número significativo apenas em 1921, um pouco antes da criação do moderno estado de Israel em 1948.

Veja Atos 7:5 e Hebreus 11:13, que admitem que a promessa ou profecia de Deus, neste caso, falhou.

Salmos 89:3-4 Deus prometeu a Davi que sua linhagem real e seu trono durariam "de geração em geração".

Salmos 89:35-37 Novamente Deus promete que a descendência de Davi será perpétua. Seu trono durará para sempre, como o sol e a lua.

Entretanto, depois de Zedekiah não houve rei Davidiano por 450 anos. A linhagem real foi finalmente restaurada com Aristobolus, da dinastia Hasmoneana, mas ela também acabou. De acordo com uma profecia do Novo Testamento, Jesus receberá o trono de Davi e reinará para sempre (Lucas 1:32-33), mas mesmo assim a linhagem real foi interrompida e a profecia falhou.

Isaías 17:1 A profecia da cidade de Damasco. Ela se tornará "um montão de ruínas". Mas Damasco, a capital da Síria, uma das cidades mais antigas do mundo, prospera hoje em dia. Ela tem sido continuamente habitada desde sua fundação. Nunca foi um montão de ruínas.

Isaías 34:8-10 Uma profecia que a terra de Edom (que fica entre o Mar Morto e o Golfo de Ácaba) se tornará "pez ardente". "As suas torrentes se converterão em pez, o pó do seu chão, em enxofre; a sua terra ficará reduzida a pez ardente, que não se apagará noite e dia; a sua fumaça subirá para sempre; de geração em geração subsistirá a ruína; pelos séculos dos séculos não haverá que passe por ela". Mas isso nunca aconteceu e pessoas continuam passando através de Edom até os dias de hoje.

Jeremias 9:11 Uma profecia que Jerusalém e as cidades de Judá se tornarão um monte de pedras, uma morada de chacais, desoladas, sem habitantes. Nem Jerusalém nem Judá alguma vez estiveram desoladas e sem habitantes em algum período (nem durante a dispersão dos Judeus) e o Novo Testamento prediz que Jerusalém será uma cidade eterna.

Jeremias 42:17 Todos os Judeus que retornarem para viver no Egito, lá morrerão pela espada, pela fome e pela peste. Ninguém sobreviverá. Mas muitos Judeus viveram no Egito pacificamente. Muitos vivem lá até hoje. Inclusive em Alexandria os Judeus estabeleceram um grande centro cultural no primeiro século D.C..

Jeremias 49:33 Hazor, uma antiga cidade de Israel, se tornará um abrigo de chacais (ou dragões). Um deserto para sempre. Ninguém viverá mais ali, homem algum habitará nela. Mas as pessoas jamais pararam de viver na cidade de Hazor, e continuam a viver lá até hoje.

Jeremias 51:24-26; 28-31; 40; 53-55; 58 Realces de uma longa profecia sobre o violento desaparecimento da Babilônia e todos os habitantes da Babilônia ou Caldéia. Muitos inimigos a atacarão: os muros da Babilônia serão derrubados, suas portas serão abrasadas pelo fogo: ela será um monte de chamas, uma desolação perpétua.

Isaías 14:23 Outra profecia da destruição da Babilônia. Ela se tornará morada de ouriços e um pântano. Será varrida com a vassoura do extermínio. Apologistas clamam que a pretensa realização desta profecia prova a veracidade literal da Bíblia. Entretanto a história mostra que a permanente e violenta destruição da Babilônia nunca ocorreu. O contexto da destruição profetizada indica que isto seria uma punição pelo domínio babilônico sobre os Israelitas, de 586 a 538 A.C.. Mas quando Babilônia finalmente morreu, foi pacificamente, não por um processo violento, no segundo século D.C., quando seus últimos habitantes a abandonaram, muito tempo depois que os cidadãos ainda poderiam ser considerados responsáveis pelo antigo tratamento que Babilônia deu à Israel.

Muitos inimigos marcharam contra Babilônia durante sua história, e de tempos em tempos um inimigo capturaria, ocuparia ou causaria algum dano, como ocorreu com a maioria das outras grandes cidades do período. Mas nunca houve um holocausto com danos permanentes. Em 538 A.C., por exemplo, os Persas conquistaram Babilônia. A cidade mais tarde se revoltou, então os Persas capturaram-na novamente, destruindo os muros da cidade no processo. Mas os muros foram reconstruídos e a cidade sofreu pouco dano. Em 330 A.C. Alexandre O Grande capturou Babilônia. A maioria dos seus habitantes se mudaram para a nova cidade de Selucia. Doravante, Judeus habitaram a cidade até o segundo século D.C., quando ela foi pacificamente abandonada. Babilônia é até mencionada no Novo Testamento (I Pedro 1:1; 5:13)

Ezequiel 26:3-4; 7-12; 27:32; 36; 28:19 A profecia da queda de Tiro. Rei Nabucodonosor da Babilônia virá com um exército, destruirá as muralhas e as torres, calcará todas as ruas com as patas de seus cavalos, matará todo o povo e lançará ao mar os escombros. Tiro terá um fim terrível e "nunca mais voltará a existir, para sempre". Apesar da profecia, e a despeito de muito esforço, Babilônia falhou em capturar e destruir Tiro. (A Bíblia admite, de fato, que o esforço falhou - então Deus deu o Egito para Nabucodonosor como compensação! Veja Ezequiel 29:18-19).

A conquista de Tiro foi um feito reservado para Alexandre O Grande, 240 anos depois. Novamente, apesar de toda profecia, Tiro foi reconstruída e o Novo Testamento até a menciona (Veja Lucas 10:13; Marcos 7:24, 31). Hoje em dia, Tiro (Sur) tem mais de 10.000 habitantes.

Ezequiel 29:9-12 Egito será uma desolação e uma ruína e nenhum homem ou animal passará por ele. Ficará desabitado por quarenta anos. Os egípcios serão dispersados entre as nações. Nada disto ocorreu e a história mostra que o Egito têm sido continuamente habitado desde os dias da profecia.

Ezequiel 29:15 Egito será diminuído e nunca mais dominará outras nações. Entretanto em 1820 o Egito conquistou e dominou o Sudão. E desde a década de 60 têm sido uma potência econômico-militar naquela região.

Ezequiel 30:4-16, 22-26 Rei Nabucodonosor destruirá as multidões do Egito. Etiópia, Líbia e "populações mistas", cairão com eles à espada. Os rios se tornarão secos, os egípcios serão espalhados por entre os povos e dispersados por entre as nações. Nunca mais haverá príncipe no Egito. Historicamente isto nunca ocorreu. Egípcios ainda vivem no Egito (a República Árabe do Egito): eles nunca foram espalhados ou dispersados. Nabucodonosor nunca destruiu o Egito ou conquistou a Etiópia, Libia ou Lídia. Príncipes continuaram a governar o Egito muito tempo depois da morte de Nabucodonosor. Os rios do Egito jamais secaram.

Miquéias 7:13 Sofonias 1:2-3, 18 Deus destruirá tudo sobre a Terra. Homens e gado, aves do céu e os peixes do mar. Toda a Terra será devorada, por causa dos atos perversos de seus habitantes. Naturalmente isto nunca ocorreu. E sob a luz das promessas do Novo Testamento, jamais ocorrerá!

 



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Quarta-feira, 05.01.11

 

"Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo. Eu porém vos digo: Amai aos vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem, para que vos torneis filhos do vosso Pai que está nos Céus, porque Ele faz nascer o seu Sol sobre os bons e sobre os maus, e vir suas chuvas sobre os justos e injustos. Porque, se amardes aos que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos o mesmo? E se saudardes somente aos vossos irmãos, que fazeis de especial? Não fazem os gentios também o mesmo? Sede vós, pois, perfeitos, como o vosso Pai celestial é perfeito". (Mateus, V, 43-48. )"

 

 

Mas os fariseus, sabendo que Jesus fizera calar os saduceus, reuniram-se; e um deles, doutor da lei, para experimentá-lo, fez-lhe esta pergunta: “Mestre, qual é o grande mandamento da lei?”.

 

Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo semelhante a este é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. “Estes dois mandamentos resumem toda a lei e os profetas". (Mateus, XXII, 34-40. )

 

A religião dos homens não é a religião de Deus. A religião dos homens se resume nos sacramentos: batismo, confissão, crisma, matrimônio, missas, extrema-unção, procissões, festas, dias-santos, dízimos.

 

A religião de Deus é caridade, misericórdia, paz, paciência, tolerância, perdão, amor a Deus, amor ao próximo.

 

A religião dos homens é misericórdia sujeita ao numerário.

 

A religião de Deus está isenta do dinheiro do mundo.

 

A religião dos homens circunscreve a razão e o sentimento, prescrevendo a ignorância; não admite a evolução.

 

A religião de Deus reclama o estudo e proclama o progresso.

 

A religião dos homens consiste em dogmas e mistérios que a consciência repele e o sentimento repudia.

 

A religião de Deus derruba as barreiras do sobrenatural e afirma que nunca disse, nem dirá a última palavra, porque é de evolução permanente.

 

A religião dos homens escraviza as almas, escraviza a inteligência, anula a razão, condena a análise, a investigação, o livre-exame.

 

A religião de Deus manda ao indivíduo, como Paulo, examinar tudo, crescer em todo o conhecimento, fazer o estudo crítico do que lhe for apresentado para separar o bom do mau e não ter tropeço no "dia do Cristo".

 

A religião dos homens não tem espírito: para ela o Evangelho é letra-morta, não tem a palavra de Jesus; seus santos são de pau e barro; suas virtudes, de incenso e alfazema; suas obras são folguedos, festanças com alarido de sinos, de foguetes, de fanfarra; seus ornamentos, de fitas e papéis de cores.

 

A religião de Deus é vivificada pelo Espírito da vida eterna, é acionada pelas Revelações sucessivas, baseia-se na palavra de Jesus, nos Evangelhos, nas Epístolas Apostólicas. Seus santos são espíritos vivos, puros, ou que se estão purificando e que vêm comunicar-se com os homens na Terra, para guiá-los à verdade; suas virtudes são as curas dos enfermos operadas por esses Espíritos, as manifestações de materializações, de transportes, de fotografia, que vem dar a certeza da imortalidade e estabelecer a verdadeira fé.

 

A religião dos homens é a aflição, o desespero, a morte; ao doente ela só oferece a confissão auricular; ao agonizante a extrema-unção e depois da morte o De-Profundis com as subsequentes missas, que constituem um gravame eterno para a família do morto.

 

A religião de Deus é a consolação, a esperança, a vida: ao doente dá remédios, fluidos divinos para lenir o sofrimento; ao agonizante desvenda o reino da imortalidade e afirma o prosseguimento da vida independente da vida na Terra; dá de graça a misericórdia, cerca o paciente de amor e a todos recomenda a oração gratuita como meio de auxiliar os que sofrem.

 

A religião dos homens é composta de uma hierarquia que começa no pequeno cura de aldeia para se elevar através das dignidades de cônego, monsenhor, bispo, arcebispo, cardeal, ao caporal maior, o Sumo Pontífice Infalível, o Papa, ao pastor; cada qual se distingue pela tonsura, vestimenta, rubis, pedrarias de esmeraldas, brilhantes, diamantes e roupagens de seda, de púrpura, de Holanda: obrigando o hábito a fazer o monge.

 

A religião de Deus é ministrada pelo Espírito, por intermédio dos dons espirituais de que fala o grande apóstolo da luz em sua gloriosa Epístola, hoje de divulgação mundial; ela não distingue o religioso, o cristão, pelo hábito, pela opa, pela batina, pelos anéis, pela coroa, pela mantilha, pelos rosários, pelas medalhas, pelas cruzes, porque qualquer tartufo ou "tartufa" pode usar essas insígnias; mas reconhece o cristão, o religioso pelo caráter, pelo critério, pela fé que dele emana, pela caridade que o caracteriza, pela esperança não fingida que manifesta.

 

A religião dos homens persegue, anatematiza, odeia e calunia os que são descrentes.

 

A religião de Deus perdoa, ora, auxilia, serve e ampara seus próprios perseguidores, detratores, caluniadores e adversários.

 

A religião dos homens se ilumina à luz do azeite, da cera, da eletricidade.

 

A religião de Deus é a luz do Mundo e de todo o Universo.

 

A religião dos homens é insípida, corruptível; usa o sal material.

 

A religião de Deus é o sal da Terra: conserva, transforma, purifica.

 

A religião dos homens tem igrejas de pedra, de terra, de cal, de ferro, de madeira.

 

A religião de Deus tem por igreja, como disse o apóstolo, almas, Espíritos vivificantes.

 

As igrejas dos homens são de matéria inerte, caem ao embate dos ventos, das tempestades, das correntezas.

 

Contra a Igreja de Deus os elementos não prevalecem; ela é imperecível e se nos mostra cada vez mais viva, mais luminosa.

 

A religião dos homens é a opressão, o orgulho, o egoísmo, a mercancia.

 

A religião de Deus é a da liberdade, da humildade, do amor, do desinteresse.

 

A religião dos homens não é a religião de Deus: a religião dos homens é a dos homens e para os homens.

 

A religião de Deus é a luz universal que proclama a verdade, o caminho e a vida, repetindo a palavra do incomparável sábio e santo, Jesus o Cristo: Amai os vossos inimigos; orai pelos que vos caluniam; que a vossa justiça seja maior que a dos escribas e fariseus; amai a Deus e ao próximo, porque neste amor se fundam a lei e os profetas; sede perfeitos como perfeito é o vosso Pai celestial!

 

 

Caírbar Schutel

Extraído do livro:Parábolas e Ensinos de Jesus

 



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Quarta-feira, 22.12.10

JESUS! Lembrando o Teu convite endereçado a todos nós, há mais de dois mil anos: “Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados que eu vos aliviarei”, aproveitamos a oportunidade para fazer-te um pedido em nome dos “esquecidos”, por ocasião de Tua descida ao nosso mundo, entre os dias 24 e 25 de Dezembro, quando comemoramos o Teu aniversário natalício.

Como sabes Senhor, eles se encontram em toda parte, a começar pelas crianças que acordam famintas, esquecidas pela sociedade indiferente à sua sorte, e que por isso acabam encontrando a desencarnação na cruel desnutrição. Rogamos pelas mães abandonadas por parceiros desalmados; vencidas pela miséria, elas esquecem de si mesmas para poderem sustentar os filhos e acabam vitimas da traiçoeira tuberculose.

Pedimos também pelos pais esquecidos, Senhor, que tudo fazem pelos filhos, sacrificando-se inúmeras vezes para o bem-estar deles, e depois são relegados a um segundo plano na velhice, razão pela qual acabam desencarnando apunhalados moralmente pela ingratidão daqueles de quem tanto esperavam no inverno de suas vidas.

Jesus! É certo que não temos a pena de morte em nosso país. Mas há coisa pior do que as vítimas do esquecimento do Poder Público, que apodrecem nas prisões sem as mínimas condições de se reabilitarem perante a vida social? É por isso que intercedemos em favor desses relegados dos poderes constituídos, abandonados nos cárceres, para que sejam restabelecidos a dignidade e o respeito que devemos a esses irmãos em humanidade.

Médico de nossas almas! Rogamos pelos enfermos, esquecidos nas filas dos hospitais, para serem atendidos não se sabe quando, e pelos que são deixados nos corredores à míngua de socorro e atendimento, em flagrante desrespeito às suas dores e, sobretudo, à sua inconteste condição humana.

Governador do Planeta Terra! Embora tenhas sido relegado ao esquecimento pelos Doutores da Lei, pelos poderosos de Tua época e pelos falsos líderes religiosos, jamais esqueceste dos humildes, dos pecadores, dos sofredores de toda a sorte, pois sempre acolheste a todos eles através do Teu Verbo tocado de infinito amor e profunda compreensão.

Além de endereçarmos esta rogativa pelos esquecidos deste mundo, rogamos também em favor, das crianças que estão ainda por nascer, pois existem parlamentares querendo assassiná-las, por meio de aprovação de uma lei que permitirá, infelizmente, a prática do aborto indiscriminado. Ou seja: “esquece-las” pelo resto da vida.

Neste NATAL, vem Senhor, amparar todos os esquecidos que se encontram aflitos e sobrecarregados neste planeta, a fim de aliviares suas dores causadas pela ambição dos insaciáveis, pela indiferença dos egoístas e pela falta de compaixão dos insensíveis.

Vem, portanto, Senhor, confortar o coração dos que foram vencidos pela miséria, pela fome, pela enfermidade, pelas injustiças, porque eles não possuem voz para aclamar por piedade aos “vencedores” da Terra!   

 



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Domingo, 24.10.10

Breve histórico

Quintus Horatius Flaccus – que se notabilizou pela sua literatura poética na velha Roma – nasceu em Benúsia (65 a.C.) e veio a falecer em Apúlia, oito anos antes do calendário atual, com 57 anos vividos.

Foi um entre os diversos protegidos de Mecenas. Destaca-se por suas Odes e pela diversificação literária, desde a sátira até os ensaios; no campo religioso temo-lo em Letras Sacras e celebrizou-se por suas cartas, onde a mais famosa é a Epístola aos Pisões, importante família do Lácio – gens Calpurnia –,constando, até, que nele teria se inspirado Paulo de Tars (sem o “o”) para escrever as suas.

Numa de suas cartas ao Senado Romano, Horácio refere -se a um jovem judeu da Galiléia que se intitulava rei, só que afirmava que “meu reino não é deste mundo” e que vinha sublevando as colônias do Oriente Próximo – a Palestina – para tornar-se livre pela Verdade.

Muita coincidência?

Horácio teria ignorado seu nome, ou, posteriormente, segundo uns, fora omitido de suas descrições.

Adulteração de documentos já data daquele século. De alguma forma, aquele agitador citado por Horácio teria logrado seu intento já que, quase um século após, os documentos registram o fato de que deflagrou a revolta dos hebreus, obrigando Tito, o filho do então Imperador Vespasiano a retomar Jerusalém.

Horácio via sua previsão realizar-se, surgindo como artifício de tudo o mítico filho de Deus; só não coincidem as datas bíblicas com as históricas. Atualmente, a própria Igreja já admite que o sacerdote encarregado de armar o calendário em função de Jesus teria errado; primeiro passo. Mas, ainda assim, teria ele nascido em 5 a.C., pelas correções, quando, há doze anos antes Horácio se referia provavelmente a ele de outra forma completamente distinta da que a Bíblia descreve, embora esta seja, apenas, a expressão de seus compiladores.

Lamentavelmente, para o idólatra que tem este livro como palavra de Deus, a verdade histórica será uma blasfêmia e, em detrimento dela, prefere aceitar a incoerência que os textos encerram. É a infalibilidade. Os que deificam Jesus, ainda, são um grande entrave à busca da verdade dos acontecimentos: preferem-no assim, fictício e ilusório, mas, miraculosamente revestido do manto divino, portando o cetro do Criador.

Outro importantíssimo autor romano foi Titus Livius (59 a.C. – 19 d.C.), natural de Pádova e que viveu na intimidade de Augusto César, sendo preceptor de Claudius. Vários autores garantem que a data e local do nascimento desse historiador romano são desconhecidos; desencarnou em Roma presumivelmente com 70 anos bem vividos e a ele são atribuídos 142 volumes dedicados à sociedade romana, suas conquistas e sua civilização, desde a Gália (França) às colônias do Índico. No Tratado Histórico e Social de Roma, sua grande obra, fala de certo personagem da Galiléia conhecido como o Messias Prometido pelos profetas e que teria sido o mestre de Pedro, o cristão das catacumbas.

Contudo, duas coisas importantes são preponderantes para que se tenha melhor posição; a primeira delas é o nome de Jesus que, antes da adoção do Cristianismo se chamava Josuah (ou Yoshua) Bem Yussif. A segunda: Nazareth ainda não existia, à época, como cidade, portanto, nem procede chamar Jesus de Nazareno, nem dar à sua mãe o título de Maria de Nazareth.

O que a Geografia registra é o povoado de Nashra, pertencente a uma das doze tribos de Israel, a de Zabulon, décimo filho de Jacó, situada nas montanhas palestinas onde teriam vivido José e Maria, pais de Jesus. Esta cidade veio a ser conhecida posteriormente ou denominada pelos europeus com o nome de Nazaré.

Aí, ainda, as descrições históricas não coincidem com as da Bíblia.

Curiosamente, da sua grande coleção de trabalhos restam apenas 69 volumes históricos e tudo indica que os demais, inclusive o que se refere ao Messias, teriam sido destruídos pelo incêndio da Biblioteca Eclesiástica Romana que inspirou Umberto Ecco a escrever seu famoso romance “O Nome da Rosa” e que foi transformado em filme.

Também, os registros históricos da passagem de Pedro pela cidade Eterna são precisos e tudo o mais que encerra a vida inicial dos cristãos; mais uma vez, a descrição bíblica da vida de Jesus é que apresenta discrepâncias, lamentavelmente.

Isto não significa dizer que Jesus não tenha existido; pelo contrário, lança a certeza de que os interesses religiosos da época sobrepujaram a verdade e disso nasceu uma lenda mítica onde um deus nascido na Terra teria os poderes Superiores da Criação e a Igreja (que era o próprio Estado romano) seria sua lídima representante para salvação e glorificação dos povos ou dos que a seguissem. Si non è vero, è bene trovato

.

A origem dos nomes e dos princípios

Conforme Caius Plinius Secundus, naturalista e escritor latino nascido no ano 23 da era cristã, o termo Christus, i da segunda declinação seria de origem sânscrita, como se sabe, linguagem na qual Vjyasa, autor indiano do Bagavad-Ghita escreveu suas obras, e significa “Nosso Senhor” ou nosso guia espiritual, segundo as concepções religiosas atuais.

Isto contraria a ideia de que o termo Cristo seja de origem grega, da palavra Krestos (em latim seria Krystus) – ungido –, e que daria, provavelmente, se real, uma palavra da quarta declinação, Chrystus, us, segundo os doutores em ortoépia filológica, o que mostra que essa origem é forjada.

Já Joseph Ernest Renan (1823-92), filólogo e historiador francês, nascido em Tréguier, tendo feito inicialmente o noviciado para o sacerdócio, quando se aprofundou na filologia hebraica, perdeu a oportunidade de seguir a vida eclesiástica pelo seu ímpeto polêmico: escreveu sua famosa obra em oito volumes intitulada Histoire des Origines du Christianisme (1863-89) que foi tida como verdadeira reformulação do pensamento bíblico porque discutia o valor histórico do Novo Testamento através da crítica a seus textos, o que gerou terríveis polêmicas.

Antes já ele fora criticado por ter trazido da Alemanha para a França, um misto de parte religiosa e parte positivista, a Doutrina do Racionalismo, considerada heresia, à época.

Seus argumentos são irretorquíveis e só um fanático será capaz de contestá-lo, por isso, é de se admirar que alguns que outros espíritas ainda prefiram seguir a imposição eclesiástica – da qual não se libertaram – pela adoração a textos impuros que admitir a lógica da razão, como se isto ferisse a lisura religiosa e desrespeitasse o Cristo imposto.

Louis Jacolliot (1837-90) – outro espúrio para os cânones –, famoso escritor francês nascido em Charolles, conhecido e citado principalmente pelos seus romances de aventuras, mas abjurado pela Santa Madre Igreja por causa da sua famosa obra Les fils de Dieu, que, curiosamente, é sempre excluída de suas referências bibliográficas, diz:

– Le Christianisme que ne fut suivant l’opinion des gnostiques, qu’une renovation des mystères de La haute Asie, qui a empruté à la religion des brahmes son rédempteur Christna (sic), toutes sés cérémonies, et la trinité.

O texto mereceu de meu pai a seguinte tradução: “O cristianismo, na opinião dos gnósticos não foi senão uma renovação dos mistérios da alta Ásia que copiou da religião dos brâhmanes o seu redentor Crishna (ou Krshna), todos os seus sacramentos, todas as suas cerimônias e a trindade. – Obra “Os Filhos de Deus” pág. 102

Então, se formos ler “O Avatar de Crishna”, mesma obra, pág. 335 em diante, a nossa convicção será capaz de se abalar e não fora a palavra dos Espíritos e os exemplos e a segurança com que os demais luminares falaram do nosso Mestre, seríamos capazes de afirmar que tudo não passa de uma ficção legendária extraída da gênese hindu, que data de quatro mil e oitocentos anos antes da nossa época.

Ainda Jacolliot quem escreve, já traduzindo (pág. 208):

– O insucesso dos missionários de todos os cultos, católicos ou protestantes (cristãos), vem de que eles não puderam trazer à Índia nenhuma verdade moral, filosófica ou religiosa que não fosse, de muitos séculos, registrada no livro, gravada nas pedras do altar ou inscrita na fronte dos pregadores.

O que se presume – e é o eterno engodo humano – é que os antigos jamais supuseram que seus conhecimentos pudessem vir a ser descobertos. Aconteceu na Grécia, quando fizeram no Olimpo a residência dos deuses, recentemente, a escolha do planeta Marte para base de lançamento dos discos voadores e de uma civilização superior e também, a cópia das lendas hinduístas escritas em sânscrito, língua que ninguém conhecia na Europa.

Sânscrito significa “escrita sagrada ou transcendental” – Sanskhrito – não se devendo confundir kritó (escrita em bramanês) com krypton (do grego, oculto); aquele era o idioma nobre da Índia, só falado pelas castas superiores e iniciados no sacerdócio, daí distinguir-se dois dialetos, digamos assim, o védico e o épico, ou clássico. No védico havia termos considerados de sacra formação que falavam do Poder Superior e foi o que Vjyasa usou para escrever toda sua obra.

Este idioma opunha-se ao prácrito – língua popular – ou linguagem vulgar.

Hoje há tradução de trechos da obra de Vjyasa, até em português e qualquer Enciclopédia dirá que este autor, do século XVI a.C. teria vivido cinqüenta lustros – o Matusalém asiático – dedicados às letras e aos princípios instituídos da sua era. Sua obra divide-se em três categorias: os Vedas, os Brahmanes e os Puranas.

Nos Vedas – ciência das revelações – encontramos a explicação da causa da vida, escrita sob a forma de poema, e das existências, a formação do mundo e a vontade superior da Criação. Divide-se nos seguintes tomos: Riga, Sama, Iadju, o Livro das Preces e o Artava, o mais recente dos Vedas, considerado, até, posterior à sua época.

Para explicá-los encontramos uma série de obras – como se fosse uma cabala com sua hermenêutica – dentre elas os Brahmánas (não confundir com brâhmanes), o Upanichad, destacando-se o mais antigo deles que é o Mahab-Harata – epopéia escrita pelo próprio Vjyasa onde descreve a vinda do filho de Deus à Terra. E aqui é que começa a verdadeira história do Cristianismo, a ponto de se dizer que este nada mais é do que o Hinduísmo grosseiramente adaptado ao Judaísmo.

Parece que, até mesmo as enciclopédias fazem uma terrível confusão a respeito do orientalismo hindu, por isso, nunca é demais fazer-se um resumo do assunto, para que se entenda a provável origem do Cristianismo.

Brahma, ao contrário do que se afirma, não é o Deus; representa o Poder da Criação, o que é muito diferente de ser o “Criador”; como tal, é a essência de tudo, de onde vem e advém a vida e emanam as reações, como sentimento e que mais.

Assim se formaria o Trimurti, com Brahma, Vichnu, o Espírito conservador do Universo e Xiva (Çiva ou Shiva), a fecundidade, responsável pelo bem e pelo mal, pela existência em si. Isto mostra que existe sempre uma trilogia que acabou dando Pai, Filho e Espírito Santo.

Vjyasa ainda se refere ao Avatára (hoje avatar), encarnação de Deus em Vichnu.

Nos Puranas – que é uma coleção de tomos considerados distintos –, encontra-se a instrução religiosa para os excluídos pela lei brahmânica do direito de ler (o sânscrito), estudar e conhecer os mistérios da Criação. Enfim, a doutrina para o povo.

Separadamente encontra-se o “Pandava”, termo patronímico dos sucessores de Pandu, condenados a renascer para resgatar as suas faltas – eram cinco os filhos putativos de Pandu. – Assim, os que seguissem os maus exemplos de Pandava estariam condenados à sua mesma sorte. Esta nada mais é do que a essência da filosofia palingenética que também será encontrada nas obras dos pensadores chineses.

Concluindo, também no Cristianismo tem-se o conhecimento eclesiástico dos que são encarregados de pregar essa doutrina, os mistérios que não podem ser revelados – ou conhecidos pelos fiéis não iniciados, por comprometedores – sob alegação de que é assunto superior, o pré-estabelecimento dos fundamentos doutrinários, por dizer, os dogmas, e finalmente, o culto. Como se vê, nada difere.

 

A origem das lendas

A Índia, ao velho tempo, dividia-se no que se pode chamar de principados ou Radjapunas, governados, sob forma imperial, pelo Radjah (ou rajá). Atualmente são 17 estados que falam a mesma língua, o hindi, que se diversifica em dialetos, todos, demonstrando a mesma etimologia. Por ser o país mais densamente povoado, possui as duas religiões de m aior número de adeptos, o Hinduísmo e o Budismo, este, muito conhecido no ocidente por sua corrente Zen de influência nipônica.

O Bhagavad-Ghitá (canto da bem-aventurança) teve sua primeira tradução parcial feita pela senhora Hélena Petrovna Blavatsky, quando misturou seu orientalismo com as correntes teosóficas de San Mantin e Swedenborb, criando o dito Ocultismo. Ela foi prudente em só traduzir aquilo que não causasse celeuma, motivo por que os ocidentais não tiveram acesso a certos conhecimentos que comprometeriam profundamente o Cristianismo adotado, em suas histórias.

No terceiro livro das histórias – que não foi traduzido – é que se encontra a narração da vinda de Yésu, encarnação do Krishna anunciado pelos Iniciados (leia-se médiuns) na Sabedoria Suprema da Criação de Brahma e sua vida terrena em oitava encarnação.

 

1ª lenda – Os iniciados anunciam a oitava vinda do Krishna à Terra.

Como se vê, os hindus não tinham a pretensão de se julgarem os únicos privilegiados com os ensinamentos do Cristo – ou Krishna –, Guia do planeta em que habitavam.

Foi dito aos homens que viria entre eles o novo Enviado que nasceria entre eles para trazer os ensinamentos superiores; a narrativa é um pouco (ou bastante) confusa, mas dá conta de que o Rajá de Ragipur, ao saber que era anunciada tal vinda, tomou todas as providências para saber de quem se tratava e, talvez, por isso, não foi dito quem seria. A própria mãe o ignorava, o que fez com que o Rajá mandasse imolar todas as crianças que nascessem por aquela época. E conta:

Quis a sorte, porém – porque esta era a Vontade brahmânica – que sua emanação se dignificasse na véspera do nascimento e só nesse dia teria a mulher escolhida sagrada pela Criação, recebendo em seu ventre o sopro divino da fecundação de Brahma para que o filho nascesse no corpo de um bebê humano.

Como tal, foi escolhida uma mulher virgem.

Foi então providenciado para que esta mulher se encaminhasse ao estábulo – lugar sagrado na Índia – da purificação e lá nasceu Yésu, a oitava encarnação de Krishna que trazia em si o espírito de Vishnu e o Poder de Brahma, a Criação. O Pai, o Filho e o Espírito Santo, em linguagem e compreensão atual.

Escolhida a manjedoura porque na Índia é limpa e segura; porque nela habitam os animais sagrados – os bois –. Já na Palestina, teríamos um bostal da pior categoria onde o judeu jamais deixaria que lá nascesse, sequer, o filho de uma prostituta, pois tinham (e têm) pela maternidade um respeito absoluto.

 

2ª lenda – que fala da perseguição e do retiro.

Não podendo identificar o dia do nascimento do Enviado de Brahma, quis o Rajá que ele fosse exterminado, a fim de que não ferisse seu poder superior, mandando dizimar os recém-nascidos. Mais uma vez, os sacerdotes (chamemo-los assim, por falta de melhor termo) atuaram para que Yésu e sua mãe se retirassem para local ignorado, onde o novo Enviado teria sua formação terrena para poder cumprir sua missão. Posteriormente foi esclarecido que mãe e filho se recolheram ao Himalaia onde transcorreriam trinta e três anos até que completasse o ciclo da perfeição.

Tudo é muito coincidente, há que se convir, mas, se se levar em conta que as lendas do Hinduísmo foram escritas quinze séculos antes do nascimento de Jesus, não se pode dizer que as mesmas tenham sido forjadas na história evangélica . Pelo contrário, o que se pode admitir é que as lendas da Índia é que seriam consideradas subversivas aos interesses do Cristianismo.

Coincidência ou transcrição? Ou será que a História se repetiu?

Da existência de Jesus ninguém pode duvidar. Dos acontecimentos, não se tem provas.

 

3ª lenda – da revogação das castas.

Como se sabe, antes da instituição do Hinduísmo a religião brahmânica, em consonância, já naquele tempo, com o poder do Estado, dividia o povo em quatro castas sociais, sendo elas:

Brâmanes – a primeira delas, dos potentados, compreendendo primeiramente, os superiores religiosos (sacerdotes), senhores do poder da criação e que ditavam as leis do povo e os sacrifícios; seguiam-se os nobres e livres, arianos de origem, os chefes de estado e os senhores que detinham o poder, todos, tidos como superiores.

Xátrias – Os guerreiros, compondo a casta imediatamente inferior, contudo, com idênticos privilégios.

Vaixás – a terceira e última casta com credenciais de existência; compreendiam os agricultores, os criadores de gado, os comerciantes e os abastados que, com suas rendas, não só podiam pagar os tributos impostos pelos governantes como ainda tinham condições de viverem com certo conforto financeiro.

Além dessas três castas existia o que hoje chamaríamos de plebe e que eram os sudras, sem direito à vida eterna, tidos pelos tâmeis como sendo os párias da sociedade, cujos privilégios se resumiam à vida presente. Estes, quando morriam, eram considerados como findos.

O tâmul é a mais culta das línguas dravídicas, ou seja, asiáticas, falado pelos tâmeis, povo que hoje habita o Sri Lanka.

Yésu, após sua iniciação nos templos do Himalaia, veio à sociedade dizer que todos eram iguais, criados por Brahma e que, como tal, não podia existir diferença de castas; os privilégios sociais eram devidos ao mérito de cada um, porém, por ser um pária, quando morresse teria o mesmo destino que um brâhmane, ou seja, seria julgado pelos seus atos.

E as castas foram reformuladas, surgindo, assim, o Hinduísmo que, em resumo, baniu os privilégios, sob alegação de que, se tudo foi criado pelo Mayá de Brahma, nada pode gozar de privilégios fora dos que ostentam na existência terrena.

Mayá é a energia criadora de Deus.

Como se vê, se, de fato, Jesus vem a ser a reencarnação de Yésu o u não, seus princípios filosóficos das existências são rigorosamente idênticos.

Seguir o Cristo é nos orientarmos pelos desígnios de nosso Guia Supremo (terreno) em todos os tempos, porque, a cada passo, os mesmos ensinamentos, desde a pré -história, são rigorosamente pregados aos homens.

 

A análise da prudência

Do mesmo modo que há católicos-espíritas, (catoritas) isto é, aqueles que praticam a eucaristia, confessam-se e aceitam a salvação pela Igreja, mas procuram os pais-de-santo para se aconselharem, também pode-se encontrar o espírita-católico (espiritólico) que aceita a reencarnação, o médium, a intercomunicação com o além e os ensinamentos dos Espíritos mas que continuam presos aos princípios eclesiásticos, para os quais Jesus é muito mais que o Mestre Supremo na Terra, responsável pelo seu progresso, um deus ao qual devemos eterna reverência e respeito e que se afrontaria contra aquele que ousasse contestá-lo.

Para estes, qualquer consideração em contrário, não passa de blasfêmia; não levam em conta que Jesus, um luminar, jamais se ofenderia com qualquer opinião a seu respeito, porque ele está acima das vaidades humanas. E o evangelho é tido como sua palavra suprema.

No seu egoísmo, é uma tendência natural da criatura achar que o seu Guia espiritual seja o único e verdadeiro. Melhor do que todos. É, sem dúvida, uma aberração assim pensar, mas impossível tirar da imaginação do crente que adora e divinifica seu Senhor.

Ora, pois, para se considerar bom cristão, tem que se ter Jesus como Salvador e a Imagem do Criador na Terra. Os outros missionários seriam mero acaso na decorrência social da vida.

Perante o Espiritismo, de acordo com os ensinamentos espirituais, Jesus existiu como homem, sem corpo fluídico, sem ficções, sem divergências encarnatórias, foi o grande missionário que nos trouxe os ensinamentos do Cristo (guia do planeta) e, como tal, abriu o conhecimento da filosofia de vida à civilização ocidental, a quem legou seus ensinos no que tange às coisas divinas. Devemos a ele a Boa Nova, o conhecimento dos princípios da Criação e tudo mais que os orientais já sabiam através de seus enviados.

Se Jesus foi o Cristo ou se foi seu enviado, ou como afirmam outros, o seu médium, seja como for – o que não faz a menor diferença –, veio iluminar uma época e trazer a palavra do Alto a um povo que a fazia por ignorar. Se a civilização ocidental é a que se diz cristã, não lhe segue os verdadeiros ensinamentos, citando-o, apenas, como Mestre. Emmanuel, em “A Caminho da Luz”, declara que Jesus é um dos seres angélicos, responsáveis pelo planeta.

O que se pode ter em conta é que existe uma corte espiritual de Mentores de elevadíssima formação, acima do que possamos imaginar, encarregada de guiar o planeta para dar cabo à tarefa de encaminhar as criaturas que nele se encarnam. E Jesus pontifica entre eles, sem dúvida.

Pelo Hinduísmo, poder-se-ia concluir que Cristo Guia nosso Mestre e responsável pela orientação na Terra dos homens que devam ter seu progresso através de reencarnações neste planeta, se fez sempre presente através de enviados que nascem e trazem sempre o mesmo ensinamento acrescido dos conhecimentos a que o homem possa alcançar. Segundo uns, Yésu teria sido o oitavo e Jesus o nono ou décimo. E os outros?

Escreve, ainda, Geoffrey Watson, em citação de Morri s Sullivan, que uma corrente indiana defende a tese reencarnacionista de que Krishna teria nascido em Yésu, seu corpo para pregar o espírito divino da criação, unindo, da mesma forma, outra trindade numa só pessoa. Diz ele, ainda, que, com isso, a hipótese de Jesus ser o Cristo não é nenhuma inovação, apenas, a repetição de um dogma de determinada corrente hinduísta. Este não fala de outras encarnações.

Provavelmente o legendário Osíris, ou quem tenha orientado o povo egípcio àquele tempo, tenha sido o primitivo já que, historicamente, tudo indica seja o primeiro dos grandes enviados, anterior, até mesmo, a Kung-Fu Tséu (Confúcio). Buda pode ter sido o intermediário, pois viveu entre um e outro. Ou Sócrates, apontado a Kardec, segundo seus arquivos particulares, por determinada Entidade, como presidente da falange do Espírito de Verdade e, neste caso, o próprio Jesus. (Tese defendida por Dr. Pena Ribas)

E por que não?

Contudo, não nos esqueçamos de que todas essas considerações, curiosas e coincidentes, são especulações para estudo e não tábula rasa, sem discussões, tidas e havidas como absolutas.

Seria uma grande injustiça o privilégio de determinados povos sobre os demais terem eles tido o único e verdadeiro enviado do Kris, Krishna ou Cristo, inclusive, de acordo com o que pregou o próprio Jesus, o que justificaria, até mesmo, sua reação perante a vida e o sofrimento que enfrentou: estaria ante mais uma de suas missões.

O que não se admite é a fé cega. Ter Jesus como único e supremo é ignorar o resto do mundo, pensar que a injustiça teria punido os demais sem lhes dar o direito de seguirem o caminho certo, principalmente aos que viveram anteriormente à sua vinda ao mundo e, pior, negar a razão e as suas próprias palavras.

Há, ainda, uma corrente espiritualista que tem Jesus como o enviado ao nosso mundo, vindo de outro planeta superior, habitado, em missão, como Mestre, para ajudar-nos em nosso progresso espiritual. Um desses defensores é Pietro Ubaldi, no seu último livro, intitulado “Cristo”. A esse respeito há uma série de interpretações e considerações, alguns tentando explicar seu martírio, como uma necessidade para exemplo; outros esclarecem que seria resgate de seus últimos débitos trazido do mundo de origem. Na verdade, o que se afigura é que, o grande sofrimento de Jesus foi ver que a humanidade ainda não estava preparada para recebê-lo e entender-lhe as palavras, bem como o exemplo. O resto, as dores corpóreas, para ele, devem ter sido insignificantes.

O Espiritismo é universalista, este é um ponto fundamental; defende o direito de cada um e acha que o seu mérito está em suas ações e não em sua ideologia; o Cristianismo bíblico é restritivo e exclusivista, negando o direito aos demais, mesmo que perfeitos em suas ações, de se agraciarem com as benesses divinas se não o seguirem pela sua Igreja. Neste caso, o importante não é agir corretamente nem praticar os ensinamentos do bem, é ser de sua Igreja, independente da conduta que leve. Pratique o mal, mas salve-se na crença!

Foi contra isto que os ensinamentos dos Espíritos, legados a Kardec, se insurgiram. Está na hora de se tomar uma posição definitiva de liberdade e esta só será possível quando se conhecer a Verdade.

 

Carlos Imbassahy – obra; E... Deus Existe?



publicado por evangelicosfalsosprofetas às 00:01 | link do post | comentar

Sábado, 23.10.10

         Estamos diante de um tema ainda muito polêmico, pois a maioria das correntes religiosas cristãs advoga o princípio da Trindade Divina.

         Estudaremos este assunto, buscando contra-argumentar o que diz a esse respeito o que encontramos na Internet no site: www.cicero.com.br, pois combate especificamente a posição do Espiritismo sobre esse tema.

         Antes de entrar no assunto vamos recorrer a Paulo em sua carta aos Hebreus, mais precisamente no capítulo 5, versículos 11 a 14, que poderia muito bem ser usada sobre os fundamentos da Doutrina Espírita: “A este respeito teríamos muito a dizer e coisas bem difíceis de explicar, dada a vossa lentidão em compreender. A julgar pelo tempo, já devíeis ser mestres! Contudo ainda necessitais que vos ensinem os primeiros rudimentos da palavra de Deus. Tendes necessidade de leite em lugar de alimento sólido. Ora, quem se alimenta de leite não é capaz de compreender uma doutrina profunda, porque é ainda criança. O alimento sólido é para os adultos, aqueles que a experiência já exercitou na distinção do bem e do mal”.

         Vamos então à análise do que consta nesse site.

 

O que diz o espiritismo?

1) Sobre o Deus Pai

Deus está muito longe, e o homem só pode alcançá-lo atingindo a perfeição.

Livro dos Espíritos – 57a Ed. – Primeira Parte – Cap. I – Atributos da Divindade – Pergunta 11 – Pág. 54.

 

         Parece que o autor deste artigo não compreendeu mesmo o que estava lendo, talvez “o alimento era sólido” demais para ele, senão vejamos o que realmente temos no Livro dos Espíritos:

         “Pergunta 11: Um dia será dado ao homem compreender o mistério da Divindade? Cuja resposta foi: - Quando seu espírito não estiver mais obscurecido pela matéria e, pela sua perfeição, estiver próximo dele, então, ele o verá e o compreenderá. Acrescentaremos a explicação de Kardec a esta resposta: A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde, freqüentemente, com a criatura, da qual lhe atribui as imperfeições. Mas, à medida que o senso moral se desenvolve nele, seu pensamento, penetra melhor o fundo das coisas, e dele faz uma idéia mais justa e mais conforme a sã razão, embora sempre incompleta”.

         Fica claro que o que está muito longe é o homem compreender o mistério da Divindade e não, como quer distorcer o autor, que Deus esteja longe de nós.

         Para melhor compreendermos isso, basta verificarmos, como fato incontestável, que a própria evolução da humanidade fez com que ela também evoluísse na idéia que tinha do que era Deus. Notamos claramente isto até nos relatos da Bíblia, onde um Deus sanguinário, vingativo, parcial conforme consta do Antigo Testamento está muito diferente daquele Deus que Jesus nos passa, pois nesta nova perspectiva, e por já estarmos evoluídos para compreender, nos apresenta um Deus-Pai. Jesus o coloca como “meu Pai e vosso Pai”, assim podemos verificar que o conceito de Deus já teve uma certa evolução. É isso que os espíritos queriam dizer. E é tão óbvio que quanto mais evoluídos estivermos maior será a nossa compreensão de Deus. Podemos até repetir o que Paulo disse em sua primeira carta aos Coríntios (13, 11): “Quando eu era criança, falava como criança pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança”. Como ainda somos crianças espirituais não conseguimos raciocinar como um adulto (espírito puro).

         É tudo tão claro que fica até difícil entender como alguém não percebe coisas tão obvias. Mas sabemos que um dia a luz se fará para todos, mesmo os retardatários irão conseguir alcançar os que estão muito à frente na evolução, aí sim, teremos a verdadeira compreensão do que é Deus.

 

2) Sobre o Deus Filho

O Espiritismo não crê que Jesus Cristo seja Deus.

Obras Póstumas – 19 a Ed. - Primeira Parte - Cap. III - As palavras de Jesus provam a sua divindade?- Pág.134

 

         Se aceitarmos que Jesus Cristo seja o próprio Deus, estaremos diante de um absurdo, pois forçosamente teremos que admitir que Deus tenha evoluído. Ora se por um motivo qualquer Deus possa ter evoluído é porque ele não era Deus, pois um dos seus atributos é a imutabilidade.     

         Mas porque estamos dizendo que Deus evoluiu. É só ler a Bíblia que encontraremos nitidamente esta evolução divina. Comparemos, então, estas duas passagens:

 

1ª) 2 Reis 2, 23-24: De lá ele subiu a Betel. Enquanto ia subindo a estrada, um bando de meninos saíram da cidade e começaram a fazer troça dele, gritando: Vem subindo, seu careca! Vem subindo, seu careca! Eliseu se virou e, quando viu os meninos, amaldiçoou-os em nome do Senhor. Então saíram duas ursas do mato e despedaçaram 42 destes meninos.

 

2ª) Marcos 10, 13-14: Apresentaram-lhe umas crianças para afagá-las mas os discípulos os repreendiam. Vendo, Jesus se aborreceu e lhes disse: “Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque delas é o reino de Deus”.

 

         Vejam que na primeira passagem, por uma simples brincadeira de criança Deus (=Jesus?) manda duas ursas ferozes que matam 42 delas. Enquanto que na segunda os discípulos querendo afastar as crianças de Jesus (=Deus?), ele fica aborrecido com essa atitude e os repreende. É ou não é uma evolução?

         Mas não bastasse isso veremos que nos Evangelhos o que podemos tirar a respeito disso.

         Aí também iremos entender os argumentos de Kardec, quanto questiona se as palavras de Jesus podem provar a sua divindade.

         Consultando os quatro evangelistas, iremos observar que em cinqüenta e quatro ocasiões Jesus se diz “filho do homem”, significando com isso que era mesmo um homem. Neles também encontramos vinte e uma situações onde é dito “filho de Deus”, ou seja, um mensageiro de Deus, o Messias, destas somente quatro são proferidas por Jesus. Especificamente no Evangelho de João temos vinte e duas vezes em que Jesus diz, ter sido enviado por Deus, não fazer a sua vontade, mas daquele que o enviou, que o Pai é maior que ele, etc. mostrando uma completa submissão a Deus. Ora o raciocínio aqui é até simples: quem é subordinado não pode estar simultaneamente na mesma posição de superior.

Como por exemplos podemos, citar:

 João 14, 28: Ouvistes a que vos disse: vou e volto para vós. Se me amardes, certamente haveis de alegrar-vos. Eu vou para junto do Pai porque o Pai é maior do que eu.

         Em Lucas 18, 18-19 lemos: Um certo homem de posição perguntou-lhe, dizendo: “Bom Mestre, o que devo fazer para alcançar a vida eterna?” Jesus lhe respondeu: Por que me chamas de bom? Ninguém é bom senão Deus.

         Afinal como Jesus mesmo se definia, o que os discípulos e o povo pensavam dele, é o que veremos agora:

a) Jesus

    João 8, 40: Eis que agora procurais tirar-me a vida, a um homem que vos tem falado a verdade, que ouviu de Deus.

    Marcos 6, 4-5: Jesus, porém, lhes dizia: “Um profeta só é desprezado em sua terra, entre seus parentes e em sua própria casa”. E ali não pode fazer nenhum milagre.

    Lucas 13, 33: É necessário, entretanto, que caminhe hoje, amanhã e depois de amanhã porque não é admissível que um profeta morra fora de Jerusalém.

 b) Discípulos

    Lucas 24, 19: Perguntou-lhes ele: “O que foi?” Disseram: “A respeito de Jesus de Nazaré. Era profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo”.

    1 Timóteo 2, 5: Porque um é Deus, um também é o mediador entre Deus e os homens, um homem: Cristo Jesus.

     Atos 2, 22: Israelitas, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus deu testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele realizou, como vós mesmos o sabeis. (Pedro)

c) O povo

    Mateus, 21, 11: E a multidão respondia: “É o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia”.

    Mateus 21, 45-46: E ouvindo-lhe as parábolas, os sumos sacerdotes e os fariseus entenderam que falava deles e queriam agarrá-lo mas tinham medo da multidão que o tinha como profeta.

    Lucas 7, 16: O medo se apoderou de todos e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta surgiu entre nós”; e: “Deus visitou seu povo”.

         Não vemos aqui nenhuma afirmação que Jesus era Deus, apenas que era um homem ou um profeta.

         Não devemos nos esquecer que também Jesus afirmou: “Vos sois Deuses” (João 10, 34) e “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim, também fará as obras que faço. E fará maiores ainda do que essas, porque eu vou para o Pai”. (João 14, 12). Se formos seguir esta mesma linha de raciocínio poderemos afirmar que também somos Deuses.

        

3) Sobre o Deus Espírito Santo

O Espiritismo não crê que o Espírito Santo seja Deus, antes ensinam que Ele é a terceira revelação e que seria o próprio Espiritismo. Daí o espírito que se revelou a Allan Kardec chamar-se Espírito de Verdade.

Evangelho Segundo o Espiritismo – 106 a Ed. - Cap. I - Não vim destruir a lei - Item 6 - Pág. 57.

 

         Sobre este tema vamos recorrer a José Reis Chaves, teólogo católico, autor do livro “A Face Oculta das Religiões”, no capítulo O Espírito Santo, página 125, onde diz, textualmente:

         “Agora, retomando o nosso assunto, vamos falar sobre a origem da palavra Espírito Santo. No Grego só existem artigos definidos, não havendo, pois, o artigo indefinido “um”. Assim, quando em Grego se diz “o”, aparece o artigo ho. Mas, quando se quer dizem “um”, não aparece o artigo ho. Mas, quando se quer dizer “um”, não aparece artigo nenhum, porque, repetimos, não há em Grego artigo indefinido”.

         “E na Bíblia, quando aparece o Espírito Santo, vem sem artigo, portanto, a tradução correta é, no Português, “um” Espírito Santo, e não “o” Espírito Santo. O Professor Pastorino mostra isso, apontando para os erros de tradução de vários trechos da Bíblia. E, com relação a essa questão da inexistência do artigo indefinido no Grego, todos nós que estudamos Grego, um pouco que seja, sabemos que, de fato, não se pode dizer “o” Espírito Santo, mas “um” Espírito Santo, pois, no original dos textos bíblicos, não há o artigo definido, pelo que se conclui que o artigo é indefinido, ou seja, “um””.

         Assim no fundo o que querem atribuir como o Espírito Santo nada mais é que um Espírito Santo (Puro), ou seja, um de elevada evolução dentre vários que existem no plano espiritual.

         Quanto ao Espiritismo ensinar que o Espírito Santo é a terceira revelação é pura confusão, pois o que afirmamos é que ele, o Espiritismo, sendo o Consolador Prometido por Jesus é a terceira revelação e que o Espírito de Verdade foi quem coordenou no plano espiritual as orientações enviadas por uma plêiade de espíritos superiores, que codificadas por Kardec, serviram de base para toda a parte filosófica da Doutrina Espírita.

 

 O que diz o Cristianismo?

1) Sobre o Deus Pai

A Bíblia do Cristianismo afirma que Deus não está longe de cada um de nós. Atos 17:27

 Diz também que o Deus Pai criou todas as coisas. Isaías 42:5

 

Não somos nós, os Espíritas, que afirmamos que Deus está longe de nós, muito ao contrário, conforme poderemos observar da fala de Kardec. Senão vejamos:

“Em qualquer lugar que se encontrem, os puros Espíritos podem contemplar a majestade divina, porque Deus está em toda parte”. (Céu e Inferno, pág. 31).

         “Nesse código penal divino, a sabedoria, a bondade e a providência de Deus, por suas criaturas, se revelam até nas pequeninas coisas”; (Céu e Inferno, pág. 299).

         “Os caminhos de Deus, para a salvação de suas criaturas, são inumeráveis; a evocação é um meio de assisti-los, mas certamente não é o único, e Deus não deixa ninguém no esquecimento”. (Céu e Inferno, pág. 300).

         “Assim se acha realizada a grande lei da unidade da Criação; Deus jamais esteve inativo; teve sempre Espíritos, experimentados e esclarecidos, para a transmissão das suas ordens e para a direção de todas as partes do Universo, desde o governo dos mundos até os mais ínfimos detalhes”. (Céu e Inferno, pág. 100).

         “Não obstante, Deus não abandona a nenhuma de suas criaturas”. (Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. III, item 8, pág. 61).

         Não fosse talvez a pressa de ler e achar que já tinham argumentos suficientes para “derrubar” os princípios da Doutrina Espírita, poderiam ver claramente que em tudo o que Kardec coloca Deus está sempre junto de nós.

         Não dizemos, como o cristianismo, que Deus criou todas as coisas para depois contraditoriamente dizer que Ele separa as pessoas privilegiando umas em detrimento de outras apenas por pertencer a determinada corrente religiosa, mas afirmamos, com absoluta convicção, que para Deus todos nós somos iguais, pouco importando a Ele que situação nós estamos vivenciando aqui nesta nova encarnação.

        

 2) Sobre o Deus Filho

A Bíblia identifica Jesus Cristo como o verbo que estava no princípio com Deus, Ele é Deus e todas as coisas foram criadas por Ele.

Romanos 9:5; Colossenses 1:16; I João 5:20 e João 1:1-3.

 

         É muito interessante quando no desenvolvimento de nossos estudos deparamos com situações em que cada corrente religiosa apresenta a sua Bíblia como verdade, entretanto a verdade não pode vir de coisas que divergem entre si. Vejamos sobre a passagem de Paulo aos Romanos 9:5, como se encontra na Bíblia Católica (Ed. Vozes) e a Bíblia Anotada (Ed. Mundo Cristão), respectivamente:

Ed. Vozes:... deles são os patriarcas e deles é o Cristo segundo a carne. O Deus que está acima de tudo seja bendito pelos séculos! Amém.

Ed. Mundo Cristão:... deles são os patriarcas e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém.

         Observem bem que o sentido ficou completamente mudado, onde Paulo apenas louvava a Deus, passou-se a entender que ao dizer Deus estaria se referindo a Jesus. Como um simples ponto pode mudar todo o sentido, não é mesmo?

         Da citada carta de Paulo aos Colossenses no capítulo 1, iremos para uma melhor análise, iniciar do versículo 15 e terminar no 20: Ele é a imagem do Deus invisível, primogênito de toda criatura; porque nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis: tronos, dominações, principados, potestades; tudo foi criado por ele e para ele. Ele é antes de tudo e tudo subsiste nele. Ele é a cabeça do corpo da Igreja; ele é o princípio, o primogênito dos mortos, para ter a primazia em todas as coisas. Aprouve a Deus fazer habitar nele a plenitude e por ele reconciliar tudo para ele, pacificando pelo sangue da sua cruz todas as coisas, assim as da terra como as do céu.

         Se Paulo pensasse que Jesus fosse realmente Deus, nunca poderia dizer “ele é a imagem de Deus invisível” e “aprouve a Deus fazer habitar nele a plenitude”. O texto só poderá ser compreendido com a chave que o Espiritismo oferece.

         Sabemos que Jesus é o construtor e o governador espiritual do nosso planeta. Por ser um espírito de elevadíssima evolução, foi lhe dado por Deus a sublime tarefa de presidir a formação de nosso planeta bem como de acompanhar todo o nosso progresso espiritual, cuidando para que se cumpra a vontade de Deus. É por isso que em João 8, 58 temos Jesus dizendo: “Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão fosse, eu sou”. E de tão atrasados que ainda somos, às vezes, o confundimos com o próprio Deus, ou como uma segunda pessoa da divindade celeste. Se o próprio Paulo fala: “Visto que não há senão um só Deus” (Romanos 3, 30), não queria divinizá-lo ou torná-lo um Deus, usou apenas de um simbolismo para realçar a grandeza de Jesus, quando de sua epístola aos Colossenses.

         Esta mesma linha de raciocínio podemos levar para a passagem de João 1, 1-3: No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. No princípio estava ele com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele e sem ele nada se fez de tudo que foi feito.

Em 1 João 5, 20: Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E nós estamos no Verdadeiro, em seu Filho Jesus Cristo. Ele é o verdadeiro Deus e a vida eterna. Ora se Jesus nunca quis passar por Deus, como já colocamos anteriormente, porque é que certas pessoas querem de qualquer forma torná-lo Deus. Na passagem acima se colocássemos a última frase da seguinte maneira: Ele, o verdadeiro, é Deus e a vida eterna. Não ficaria mais coerente com tudo o que disse Jesus sobre si mesmo? Sabemos que uma simples questão de pontuação poderá mudar completamente o sentido de um texto. Assim quem me garante que quem traduziu a Bíblia colocou a pontuação conforme o pensamento do autor bíblico? Ou foi colocada conforme o conhecimento ou conveniência deste tradutor?

         Por outro lado, se ainda persistirmos em querer considerar Jesus como sendo Deus ficaremos incoerentes com a própria palavra de Deus, pois em Mateus 4, 1-11 temos o episódio de Jesus sendo tentado três vezes pelo demônio enquanto que em Tiago 1, 13 encontramos que “Deus não pode ser tentado para o mal”.

 

 3) Sobre o Deus Espírito Santo

A Bíblia identifica o Espírito Santo como o selo da promessa. Efésios 1:13

 O Espírito Santo é Deus. Atos 5:3-4

O Espírito Santo é a Verdade e todas as coisas foram criadas por intermédio Dele, do Pai e do filho. I João 5:6-7; Jó 33:4 e Gênesis 1:26.

 É o Espírito Santo quem nos faz lembrar e nos ensina todas as coisas concernentes à Bíblia. Quem não tem o Espírito Santo não pode ter a revelação. João 14:16, 17,26.

 

         Vejamos as passagens citadas, neste ponto:

Efésios 1, 13: Nele também vós, que escutastes a palavra da verdade, o Evangelho de nossa salvação, no qual crestes, fostes selados com o selo do Espírito Santo prometido.

Atos 5, 3-4: Pedro, porém, disse: “Ananias, por que Satanás se apoderou de teu coração, para enganar o Espírito Santo, reservando uma parte do preço do Campo? Por acaso não podias conservá-lo, sem vendê-lo? E depois de vendido, não podias dispor livremente da quantia? Por que fizeste tal coisa? Não foi aos homens, que mentiste, mas a Deus”.

Jó 33, 4: O sopro de Deus me fez, o alento do Poderoso me deu a vida.

João 14, 16: Rogarei ao Pai e ele vos dará outro Paráclito, que estará convosco para sempre,...

João 17, 26: Dei-lhes conhecimento de teu nome e ainda hei de dar para que o amor, com que me amaste, esteja neles, como eu.

         Depois que modificaram “um espírito” para “o espírito” é obvio que iriam enquadrar várias passagens bíblicas para justificar o tal do Espírito Santo. Não há mais nada que possamos comentar, a não ser que estudem o livro de José Reis Chaves, citado por nós.

         Continuemos:

Gênesis 1, 26: Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, as aves do céu, os animais domésticos e todos os animais selvagens e todos os répteis que se arrastam sobre a terra”.

         Na Bíblia Anotada em nota de rodapé dizem: Façamos... nossa. Plurais (sic) de majestade. Até poderia ser se o texto fosse originalmente em português, a não ser que provem que também na língua em que foi escrito existe esta figura gramatical.

         Vamos novamente recorrer a José Reis Chaves, livro já citado, diz ele: “Em Gênesis, a partir do Capítulo 1, versículo 11, a ordem da criação dos seres vivos, começando com os vegetais, os seres biológicos aquáticos, as aves, os animais, termina com a criação do homem. Essa narrativa é chamada de eloísta, que é uma palavra derivada de Eloim, Deus no plural, deuses”. Comprovamos, então, que o “façamos” e “nossa” não tem nada a ver com Trindade como querem colocar.

         E, finalmente, a passagem citada de 1 João 5, 6-7, iremos incluir o versículo 8, para não perdermos o sentido, é necessário, também, incluir duas versões para o mesmo texto. Vejamos:

Vozes: Jesus Cristo é quem veio pela água e pelo sangue. Não somente na água mas na água e no sangue. E é o Espírito que dá testemunho porque o Espírito é a verdade. Três são, pois, os que testemunham: v. 8: o Espírito, a água e o sangue, e estes três estão de acordo.

Anotada: Este é aquele que veio por meio de água e sangue, Jesus Cristo; não somente com água, mas com água e sangue. E o Espírito é o que dá testemunho, porque o Espírito é verdade. Pois há três que dão testemunho (no céu: o Pai, a Palavra e o Espírito Santo; e estes três são um. V.8 E três são os que testificam na terra): o Espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.

         Percebe-se claramente que no segundo texto adaptá-lo à conveniência de comprovar biblicamente a Trindade, quando no primeiro não trás essa idéia.

         Por outro lado se citarmos Paulo em 1 Coríntios 2, 11: Pois quem dos homens conhece o que há no homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece senão o Espírito de Deus, notaremos que assim como aceitavam que no homem existia um espírito antropomorficamente acreditavam que Deus também tinha o Seu. Dentro desta linha realmente deveria ser um Espírito Santo, não é mesmo?

 

Como pode três pessoas formarem uma só ?

Esta pergunta é muitas vezes citada para negar Trindade de Deus. Entretanto, a própria natureza nos fornece provas de que isso é perfeitamente possível.

A Água é formada por três elementos, dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio. Apesar de ser formada por três, ela é uma coisa só.

 As cores primárias (e os pigmentos primários) unidas formam a cor branca. É outro exemplo que um pode ser formado por três partes distintas.

 

         Respondendo à pergunta acima podemos dizer que somente se utilizarmos  de um sofisma é que se pode dizer que três pessoas formam uma só.

         Ora, sustentam que são três pessoas distintas reunidas numa só, entretanto justamente por serem distintas não poderão estar reunidas numa só. Vejam que no exemplo da água se na sua composição os dois átomos de hidrogênio e um átomo de oxigênio forem distintos não a teríamos, teríamos hidrogênio e oxigênio apenas. Se eles agirem distintamente teremos gases e não água.

         Não seria diferente no que se refere as cores primárias.

         Muitas vezes para entendermos certas coisas é necessário darmos um mergulho no passado em busca das causas ou circunstâncias que deram origem ao que estamos empenhados em analisar.

         Vamos, então, viajar no “tunel do tempo” para ver se colocamos alguma luz neste assunto.

         Sabemos que em várias culturas da antiguidade existiam muitos deuses. Entre elas era bastante comum encontrarmos, também, a trindade. Edgar Armond, em seu livro O Redentor, cita:

Brahma, Siva e Visnhu – dos hindus.

Osiris, Isis e Orus – dos egípcios.

Ea, Istar e Tamus – dos babilônios.

Zeus, Demétrio e Dionísio – dos gregos.

Baal, Astarté e Adonis – dos assírios.

Orzmud, Ariman e Mitra – dos persas.

Voltan, Friga e Dinar – dos celtas.

         Já pelo livro de José Reis Chaves, A face oculta das religiões, poderemos ainda acrescentar a esta lista mais:

Kether, Chekmah e Binah – Cabalá-Judaísmo.

Buda, Darma e Sanga – Budismo do Sul.

Amitha, Avalokiteshvara e Mandjusri – Budismo do Norte.

Tulac, Fan e Mollac – Druidas.

Anu, Ea e Bel – dos caldeus.

Odim, Freva e Thor – mitologia escandinava.

         Considerando que os povos da primeira lista dominaram ou tiveram contato com os judeus, não é difícil de aceitar que eles acabaram por incorporar em sua cultura muitas coisas destes povos. Só a título de exemplo: sob o domínio dos egípcios os hebreus ficaram subjugados por 430 anos (Êxodo 12, 40-41), é perfeitamente compreensível que tivessem assimilado muito da cultura e dos costumes desse povo.

         Na época do cristianismo nascente os primeiros cristãos, judeus ou não, acostumados a conviver com as trindades divinas acabaram por também colocá-la como base de sua própria religião.

         Assim é que não deixaram por menos, elevaram logo Jesus à categoria de um Deus. E, especificamente neste caso, tiveram, via de conseqüência, que acomodá-lo a um nascimento miraculoso e nascido de uma virgem, coisas que eram comum nestas religiões. Talvez, não tivessem outra alternativa para que pudessem aceitá-lo como um mensageiro de Deus.

         Tudo isso podemos aceitar e compreender, entretanto tais conceitos já deveriam ter sido totalmente retirados da base das religiões da atualidade. Lembremos, mais uma vez, de Paulo em sua 1 Carta aos Coríntios (13, 11), quando diz: “Quando eu era criança, falava como criança pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança”.

         E, finalizando, gostaria apenas de acrescentar que o autor do livro A Face Oculta das Religiões ainda é católico, por isso para nós seus argumentos poderão ser mais convincentes justamente por não partir de um espírita. É, também, por isso que passamos a ele a palavra para encerrarmos nosso estudo:

         “Os católicos mais esclarecidos, que gostam de estudar a Bíblia e as outras religiões, também, acabam se tornando espíritas, já que o Kardecismo tem verdades inquestionáveis, pois estuda a Bíblia de um modo racional, e pauta a sua doutrina à luz da ciência. E é emocionalmente equilibrado, pois conhece de fato verdades irretorquíveis, com o respaldo da ciência, do bom senso e da lógica, é tranqüilo e sereno, não precisando de barulho nem de gritar para os outros seus princípios religiosos para os convencer e convencer a si mesmo das verdade da sua crença, pois quem encontra a verdade, de fato, liberta-se dessas picuinhas e fanatismos religiosos que a gente vê por aí. De fato, só quem não tem suas verdades bem estruturadas precisa de ser fanático, numa tentativa de encobrir a lacuna interna que atormenta a sua fé”.

         “Por isso os espíritas não hostilizam a Igreja Católica, nem a deixam totalmente, em sua maioria. Mas não é só com a Igreja Católica que vivem sem atrito, e sim, com qualquer outra religião, também, não dando nenhuma importância para as diferenças religiosas que existem entre eles e os adeptos de outras crenças”.

         “Os espíritas só se preocupam com o estudo do Evangelho de Jesus e com a colocação dele em prática na sua vida cotidiana. Em outras palavras, querem colocar Jesus, de fato, em suas vidas”.

 

 

 

 PAULO SILVA

 

 

 

Bibliografia:

- O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec; Tradução J. Herculano Pires. Capiviari – SP, Editora EME, 1996, 3ª reimpressão.

- O Céu e o Inferno, Allan Kardec, Tradução de Salvador Gentile, IDE, Araras – SP, 4ª edição 1993.

- Bíblia Anotada = The Ryrie Study Bible/ Texto bíblico: Versão Almeida, Revista e Atualizada, com introdução, esboço, referências laterais e notas por Charles Caldwell Ryrie; Tradução de Carlos Oswaldo Cardoso Pinto. São Paulo, Mundo Cristão, 1994.

- Bíblia Sagrada - Editora Vozes, Petrópolis, RJ, 1989, 8ª edição.

- A Face Oculta das Religiões, José Reis Chaves, Editora Martin Claret, São Paulo – SP, 2000, 1ª edição (?).

- O Redentor, Edgard Armond, Editora Aliança, São Paulo, 6ª edição, 1982.



publicado por evangelicosfalsosprofetas às 13:55 | link do post | comentar

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